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terça-feira, 9 de março de 2021

Paisagens brasileiras/Cerrado e mares de morros, Caatinga e Bioma pantanal e Campos

 

Texto 1 – Paisagens brasileiras/Cerrado e mares de morros

Fontes:

·         https://www.infoescola.com/geografia/cerrados/

·         https://www.todamateria.com.br/mares-de-morros/

 

Bioma do Cerrado e os Mares de morros


 


Cerrado é o nome dado às savanas brasileiras caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, e pode ser classificado como cerradãocerrado típicocampo cerradocampo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal.

Presente nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás o cerrado cobre cerca de 197 milhões de hectares do território brasileiro sendo o segundo bioma mais produtivo do país. Formações de cerrado podem ser encontradas em outras regiões do país como áreas de transição pra outros ecossistemas. Essas áreas de transição de cerrado são chamadas de ecótonos ou periféricas e estão nas divisas com a Caatinga, a Amazônia e a Mata Atlântica.

A principal marca do bioma cerrado são seus arbustos de galhos retorcidos e o clima bem definido, com uma estação chuvosa e outra seca. Entretanto, na região do cerrado encontram-se três das maiores bacias hidrográficas do país, sendo este bioma o berço de rios caudalosos como o São Francisco. Acredita-se, pois, que as peculiaridades da flora (troncos tortuosos e com casca espessa...) se devam à falta de alguns micronutrientes específicos e não à falta de água necessariamente.

Os solos nestas regiões são geralmente muito profundos, antigos e com poucos nutrientes, exigindo uma adaptação da flora que possui, geralmente, folhas grandes e rígidas, além de, algumas espécies, apresentarem depósitos subterrâneos de água como uma espécie de adaptação às queimadas constantes, permitindo que elas voltem a florir após o incêndio. Outra adaptação são as raízes bastante profundas podendo alcançar de 15 a 20 metros por causa da distância do lençol freático até a superfície.

Aliás, os incêndios criminosos são as principais ameaças a esse bioma. Até os anos 70 o solo do cerrado era considerado improdutivo, mas, com a evolução da tecnologia a região tornou-se responsável por cerca de 40% da produção de soja no Brasil e mais de 70% da produção de carne bovina. Sem contar que, além das inúmeras minerações e carvoarias que vem destruindo cada vez mais o cerrado, a pressão do crescimento populacional das cidades, principalmente em Minas Gerais e na região Centro-Oeste, tem colocado o cerrado entre os biomas mais ameaçados do mundo.

Acredita-se que o cerrado brasileiro seja o tipo de savana mais rico em biodiversidade do planeta com mais de 4.400 espécies vegetais endêmicas (de um total de 10.000 espécies), 837 espécies de aves e 161 espécies de mamíferos.

Mesmo assim, a despeito de toda a riqueza natural do cerrado e de seu povoamento tardio, hoje ele conserva apenas 20% de sua área total. Diversas tentativas no sentido de preservá-lo vêm sendo tomadas, mas até então, apenas cerca de 6,5% de sua área natural está protegida pela lei sob a forma de Unidades de Conservação (UC).


 

Mares de Morros

 

Os mares de morros representam um domínio morfoclimático (que reúne relevo, clima, vegetação e hidrografia) presente no Brasil, o qual é formado pela união de diversas elevações.

O nome está associado a um grande conjunto de morros arredondados formados pelo intenso processo de erosão. De ta maneira, o termo “mar” está relacionado com a semelhança dos morros e das ondas do mar.

Serra da Mantiqueira, no Vale do Paraíba do Sul

 

Características

 

Veja abaixo as principais características dos mares de morros:

 

Localização

 

No país, os mares de morros estão localizados na faixa litorânea, abrangendo as regiões nordeste, sudeste e sul do país.

Os estados que apresentam esse tipo de domínio morfoclimático são: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fazem parte dos mares de morro: a Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, Serra de Diamantina, Serra do Espinhaço (ou Serra Geral), Serra da Canastra, Serra do Caparaó, dentre outros.

 

Vegetação

 

Mata Atlântica (floresta latifoliada tropical) é o principal bioma presente nos mares de morros. Ainda que seja um dos biomas que apresente maior biodiversidade, ele tem sido um dos mais devastados do Brasil.

Isso porque a localização dos mares de morros abrange as partes com maior demografia do país a qual sofreu com a devastação de sua cobertura vegetal original. Além da Mata Atlântica, os mares de morros são formados por áreas de restingas e mangues.

 

Fauna e Flora

 

Ainda que muitas espécies estejam em risco de extinção, os 7% que restam da cobertura original da Mata Atlântica abrigam algumas espécies vegetais e animais, como por exemplo, as bromélias, begônias, orquídeas, ipê, palmeiras, quaresmeira, pau-brasil, cipós, briófitas, jacarandá, peroba, jambo, jequitibá-rosa, imbaúba, cedro, tapiriria, andira, ananás, figueiras, dentre outras.

Já na fauna, destaca-se o mico-leão-dourado, bugio, tamanduá-bandeira, veado, gambá, cutia, tatu-canastra, mono-carvoeiro, arara-azul-pequena, lontra, quati, anta, onça-pintada, jaguatirica, capivara, dentre outros.

 

Relevo

 

Em grande parte, os mares de morros possuem um relevo acidentado abrangendo áreas de planalto, sendo que o mais importante é o Planalto Atlântico. Além disso, no trajeto surgem algumas planícies e depressões geográficas (por exemplo o Vale do Paraíba).

 

Clima

 

As regiões dos mares de morros apresentam um clima quente e úmido e, dependendo da localidade, pode ser tropical úmido, tropical de altitude ou tropical litorâneo. De tal modo, todos eles apresentam um intenso índice pluviométrico e altas temperaturas.

 

Solo

Na medida que os mares de morros são formações geológicas muito antigas, o solo que o compõe é muito profundo, com diversos tipos de sedimentos. Dos tipos de solo, destacam-se o arenoso 


Texto 2 – Paisagens brasileiras

Fonte: https://www.todamateria.com.br/caatinga/

Caatinga – Características gerais


Caatinga é um bioma brasileiro que apresenta clima semiárido, vegetação com pouca folhas e adaptadas para os períodos de secas, além de grande biodiversidade.

Esse bioma é encontrado em áreas do Nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas Gerais. Toda essa área abrange cerca de 844 mil km2, ou seja, 11% do território brasileiro.

O nome Caatinga significa, em tupi-guarani, "mata branca". Esse nome faz referência a cor predominante da vegetação durante a estação de seca, onde quase todas as plantas perdem as folhas para diminuir a transpiração e evitar a perda de água armazenada. No inverno, devido a ocorrência de chuva, as folhas verdes e as flores voltam a brotar.

Apesar de sua importância ecológica, calcula-se que 40 mil km2 da Caatinga já foram transformados em quase deserto, o que é explicado pelo corte da vegetação para servir como lenha e pelo manejo inadequado do solo.

Vegetação

Vegetação típica da Caatinga

A vegetação da caatinga constitui um tipo de vegetação adaptada à aridez do solo e a escassez de água da região. Dependendo das condições naturais das áreas em que se encontram, apresentam diferentes características.

Quando as condições de umidade do solo são mais favoráveis, a caatinga se assemelha à mata, onde são encontradas árvores como o juazeiro, também conhecido por joá, ou laranjeira do vaqueiro, a aroeira e a baraúna.

Nas áreas mais secas, de solo raso e pedregoso, a caatinga se reduz a arbustos e plantas tortuosas, mais baixas, deixando o solo parcialmente descoberto.

Nas regiões mais secas aparecem também plantas cactáceas, como o facheiro, o mandacaru, o xique-xique, que servem de alimento para os animais, na época de seca, e as bromeliáceas (macambira).

Algumas palmeiras e o juazeiro, que possuem raízes bem profundas para absorver água do solo, não perdem as folhas.

Outras plantas possuem um mecanismo fisiológico, o xeromorfismo, produção de uma cera que reveste suas folhas que faz que percam menos água na transpiração, um exemplo é a carnaubeira denominada "árvore da vida" ou árvore da providência, pois tudo dela se aproveita.

A maioria das espécies tem espinhos, o que leva o vaqueiro da região usar roupa de couro, para sua proteção.

 

Fauna

 

A Caatinga abriga um grande número de espécies da fauna brasileira, como, mamíferos, répteis, aves, anfíbios, entre eles, a cutia, o gambá, o preá, o veado-catingueiro, o tatu-peba, gatos selvagens, a asa branca, e uma variedade de insetos, que exercem grande importância para o bioma.

Entre as espécies que habitam a caatinga e estão ameaçadas de extinção podem ser citadas a ararinha azul, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra, o cachorro do mato, a águia-cinzenta, o lobo-guará, entre outras.

 

Ameaças

Como acontece em muitos outros biomas, a Caatinga também sofre com uma série de ameaças que comprometem a conservação da sua biodiversidade, sendo que um desses riscos acontece por causa do tráfico de animais.

Dentre as principais ações responsáveis pela destruição da Caatinga estão: desmatamento, queimadas, exploração dos recursos naturais e mudanças no uso do solo.

Os órgãos ambientais do setor federal estimam que mais de 46% da área da Caatinga já foi desmatada. Vale ressaltar que muitas espécies são endêmicas desse bioma, ou seja, ocorrem apenas lá. Por isso, uma das formas de evitar o desaparecimento das espécies é criar novas unidades de conservação na área.

Curiosidade

O "Dia da Caatinga" é comemorado desde 2003, no dia 28 de abril. Essa data representa o nascimento do ecólogo João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro nos estudos do bioma.


Bioma pantanal e Campos

 


Os campos são formados por herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos esparsos com características diversas, conforme a região. Esse bioma pode ser classificado da seguinte forma:


Campos limpos – Predomínio das gramíneas;

Campos sujos – Há a presença de arbustos, além das gramíneas;

Campos de altitude – Áreas com altitudes superiores a 1,4 mil metros, encontradas na serra da Mantiqueira e no Planalto das Guianas;

Campos da hileia – É um tipo de formação rasteira encontrado na Amazônia e é caracterizado pelas áreas inundáveis da Amazônia oriental, como a ilha de Marajó;

Campos meridionais – Não há presença arbustiva, predomina uma extensa área com gramíneas, propícia para o desenvolvimento da atividade agropecuária. Destaca-se a Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e os Campos de Vacaria, no Mato Grosso do Sul.

Os campos ocupam áreas descontínuas do Brasil. Na Região Norte, esse bioma está presente sob a forma de savanas de gramíneas baixas, nas terras firmes do Amazonas, de Roraima e do Pará. Na Região Sul, surge como as pradarias mistas subtropicais.

Os campos do Sul são formados principalmente pelos pampas gaúchos, com clima subtropical, região plana de vegetação aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande do Sul à Argentina e ao Uruguai. A vegetação campestre forma um tapete herbáceo com menos de 1 metro, com pouca variedade de espécies. Sete tipos de cacto e de bromélia são endêmicos da região, além de uma espécie de peixe - o cará.

A terra possui condições adequadas para o desenvolvimento da agricultura, além de comportar água em abundância. Os principais produtos agrícolas cultivados nessa região são arroz, milho, trigo e soja.

No entanto, muitas áreas desse bioma já foram degradadas em razão da atividade econômica desenvolvida com a utilização de máquinas e a intensa ocupação de rebanhos bovinos e plantações de trigo e, principalmente, de soja. A pecuária extensiva desgasta o solo, o plantio de soja e trigo diminui a sua fertilidade, além dos desmatamentos que causam erosão e desertificação.

Pantanal é um dos menores biomas existentes no Brasil. Sua localização está na região Centro-Oeste, nos estados do Mato Grosso (no sul do estado) e do Mato Grosso do Sul (no noroeste do estado), além de poder ser encontrado no Paraguai e na Bolívia.

É um bioma extremamente rico quando o assunto é fauna brasileira, pois abriga grande parte dos animais existentes no Brasil. Sua preservação ambiental é alta, sendo considerado o bioma mais preservado do país de acordo com os órgãos governamentais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

Características do Pantanal

 

O Pantanal apresenta grande integração de outros biomas, podendo ter áreas de ocorrência com o Cerrado, a Caatinga, e florestas tropicais. Entretanto, a principal característica desse bioma é sua planície inundada, sua marca registrada no Brasil.

 

·  Localização do Pantanal

Esse bioma pode ser encontrado em 22 cidades brasileiras, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sua área de ocorrência limita-se ao oeste desses estados, nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. Com isso, o Pantanal também pode ser encontrado nesses dois países.

Área de ocorrência do Pantanal.

 

A área que abrange esse bioma chega a 220 mil km², sendo 120 mil km² em solo brasileiro. No Brasil, a área pantaneira ocupa, aproximadamente, 2% do território do país. É o menor bioma brasileiro.

Solo do Pantanal

 

Grande parte dos solos pantaneiros é de planície inundável, característica natural da região. Isso é uma dádiva, mas, ao mesmo tempo, é prejudicial do ponto de vista agrícola, pois, com essa inundação, muitas áreas possuem baixa fertilidade, o que leva ao uso de agrotóxicos e insumos químicos, os agroquímicos, para o cultivo de soja e afins.

A inundação faz com que a matéria orgânica decomponha-se de forma lenta, por isso é um solo pouco fértil. Esse solo é oriundo de processos erosivos das terras mais altas, os planaltos do Pantanal, comuns nas áreas mais ao leste do bioma. Nessas áreas, o terreno é arenoso e ácido, também com baixa fertilidade.

 

Vegetação do Pantanal

 

Por ser um bioma com ligações próximas à Floresta Amazônica e ao Cerrado, a paisagem pantaneira é bem diversificada, com árvores de médio e grande porte, típicas da Amazônia, mas também conta com a presença de árvores tortuosas de baixo e médio porte, muito comuns no Cerrado.

Nas matas ciliares, próximas dos rios, é comum encontrarmos jenipapos de 20 metros de altura, árvore amazônica. Nessa área, a vegetação é densa e exuberante, com figueiras, ingazeiros, e outras árvores altas.

As planícies inundadas do Pantanal possuem uma vegetação típica dessa localidade, como os vegetais aquáticos: aguapé, erva-de-santa-luzia, utriculária e cabomba, muitos deles utilizados para fins medicinais.

Nas áreas não tão alagadas, a presença de árvores do Cerrado é frequente, como os ipês e buritis.

 

Clima do Pantanal

 

O Pantanal está localizado em uma área de ocorrência do clima tropical, com duas estações bem definidas: o verão chuvoso e o inverno seco. Esse fato é essencial para a atividade turística da região, uma das grandes impulsionadoras da economia.

As chuvas concentram-se de outubro a março, período em que o turismo é limitado e a pesca é proibida entre novembro e fevereiro, pois coincide com a reprodução dos peixes. Nessa época, a temperatura ultrapassa os 30 ºC.

Entre abril e setembro, a ausência de chuvas é marcada por belíssimas paisagens que atraem turistas de todos os cantos, tanto brasileiros quanto estrangeiros. A temperatura amena, entre os 20 ºC e 25 ºC, contribui para as atividades econômicas locais, como passeio de barco, comércio e práticas agropecuárias.

 

Relevo do Pantanal

 

O Pantanal está situado em uma área circundada por planaltos que atingem, em média, 700 metros de altitude. Essa elevação ao redor do bioma é a responsável pelas nascentes dos vários rios pantaneiros. Entretanto, o Pantanal propriamente dito possui altitudes que não ultrapassam 120 metros. Com isso, mais de 80% do bioma ficam alagados no verão, época de intensas chuvas.

Com o relevo plano, áreas alagadas são comuns no Pantanal.

Dos planaltos ao redor, o mais famoso é o maciço Urucum, no Mato Grosso do Sul, com um pico culminante de 1065 metros de altitude. Nessa unidade de relevo, encontramos uma das maiores reservas de manganês do Brasil, mineral bastante utilizado em indústrias siderúrgicas.

 

Hidrografia do Pantanal

 

água no Pantanal é um fator decisivo no equilíbrio da fauna e da flora. Durante as cheias no verão, estima-se que 180 milhões de litros d’água atinjam a planície do bioma.

Toda essa água acumula-se na planície, formando as áreas inundadas: pântanos, brejos, lagoas e baías que se interligam aos rios. O relevo contribui para essa ligação devido a sua baixa declividade.

Dentre os inúmeros rios da região, podemos destacar o rio Cuiabá, rio Taquari, rio Itiquira, rio Aquidauana, além do rio Paraguai, um dos maiores da localidade.

 

Fauna do Pantanal

 

A fauna presente no Pantanal é riquíssima, concentrando quase todos os animais que vivem no Brasil. Esse fato ocorre porque tal bioma sofre uma influência direta de três grandes biomas brasileiros: Floresta Amazônica, Cerrado e Mata Atlântica, além de ter algumas áreas com resquícios da Caatinga.

De acordo com a Agência de Notícias do IBGE, o Pantanal contém:

·  132 espécies de mamíferos: anta, capivara, veado, onça-pintada, morcego;

·  85 espécies de répteis, sendo os jacarés com a maior variedade;

·  463 espécies de aves: tucano, arara, tuiuiú, carão;

·  35 espécies de anfíbios, como a rã verde;

·  263 espécies de peixes: pacu, pintado, bagre, traíra, dourado, piau, jaú (o maior da região).

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