domingo, 9 de agosto de 2020

Introdução os movimentos terrestres/Vulcanismo – Lista de exercícios – 1º ano

 

Introdução os movimentos terrestres/Vulcanismo – Lista de exercícios – 1º ano

 

Olá, pessoal!

Importante que os slides deixados pelo professor sejam utilizados para acompanhar a linha de raciocínio do material abaixo! Boa sorte, e lembre de deixar o material colado em seu caderno!

 

1-Mediante aos nossos estudos sobre eventos extremos, aponte são as principais características de um abalo sísmico. Após isso, aponte o porquê estes movimentos acontecem.

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2-De acordo com nossas discussões, executadas na última live, o que caracteriza um terremoto? Qual seria a diferença básica entre abalo sísmico e terremoto? Existem terremotos no Brasil?

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3- Quais são os principais tipos de vulcões? Exemplifique o porquê da ocorrência do fenômeno de vulcanismo na superfície terrestre

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4- Quais são as principais partes de um vulcão? De acordo com a análise dos materiais disponibilizados na última aula, qual é o tipo de vulcão mais comum? Qual deles é o mais perigoso?

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Material de Leitura – Introdução ao uso de materiais didáticos na séries iniciais

Fonte confiáveis para pesquisa e utilizados nestes texto:

·         www.webgeo.net.br;

·         https://edocente.com.br/importancia-do-livro-didatico-na-pratica-pedagogica/ 







O livro didático ainda é o recurso mais utilizado pelos professores da educação básica, embora não seja o único. O acesso ao livro didático é um direito do aluno da educação básica no Brasil, garantido por diversos dispositivos legais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e vários outros decretos, portarias e resoluções do Ministério da Educação (MEC).  

Só em 2019 foram distribuídos mais de 126 milhões de livros didáticos que beneficiaram mais de 35 milhões de alunos em todo o país, segundo dados do Fundeb. Isso se deve, principalmente, devido às políticas de distribuição gratuita para escolas públicas conquistadas pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), criado em 1985. 

Devido a sua presença em praticamente todas as escolas públicas brasileiras, o livro didático ainda é a principal ferramenta utilizada no processo de ensino e aprendizagem. Neste artigo, vamos falar mais detalhadamente sobre a importância do livro didático na prática pedagógica e como fazer dele um aliado no dia a dia da sala de aula. 

 

LIVRO DIDÁTICO E A SUA IMPORTÂNCIA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

 Mais do que uma simples ferramenta, o livro didático é um importante parceiro do professor na hora de ensinar e do aluno na hora de aprender.  

Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCN) também destacam a importância do livro didático: 

 

“O livro didático é um material de forte influência na prática de ensino brasileira. É preciso que os professores estejam atentos à qualidade, à coerência e a eventuais restrições que apresentem em relação aos objetivos educacionais propostos. Além disso, é importante considerar que o livro didático não deve ser o único material a ser utilizado, pois a variedade de fontes de informação é que contribuirá para o aluno ter uma visão ampla do conhecimento.”

 

Acesso a recursos pedagógicos

 Grande parte dos alunos da educação básica brasileira encontram no livro didático o único acesso ao conhecimento. De acordo com dados do Censo Escolar 2017, mais de 80% dos professores da rede pública ainda utilizam esse recurso em sala pelo menos uma vez por semana. 

Segundo Marcelo D’Aquino Rosa, doutor em Ensino de Ciências e Matemáticas pela Unicamp: 

 

 “O livro didático pode ter erros conceituais, pode ter abordagens metodológicas não muito boas para trabalhar alguns assuntos, mas tem que se pensar na realidade brasileira de diferenças e pouco acesso a outros recursos, por isso ele ainda é um mal necessário.”

 Como o livro didático ainda é o único recurso para muitos professores e alunos, ele precisa ser bem trabalhado para que se possa aproveitar ao máximo seus benefícios.  

Formação de professores 

O livro didático ainda é elemento formador do professor. Para professores sem formação em licenciatura ou sem muita experiência, o livro acaba servindo como principal guia no seu plano de aula, pois dá mais segurança e define um caminho lógico na jornada que pretende trilhar com seus alunos. 

Ajuda na prática pedagógica diária 

A importância do livro didático nas práticas pedagógicas também se dá porque ele ajuda no planejamento de aulas pelos professores. Os professores, no geral, utilizam o livro didático principalmente para: 

· A preparação de suas aulas, 

· O planejamento anual e  

· Preparar provas e avaliações. 

Geralmente, o Manual do Professor da coleção de livros escolhidos traz as bases teóricas e as concepções de ensino que inspiraram seu desenvolvimento e sugestões e orientações didáticas que o professor pode implantar em sala de aula. O desafio, portanto, é saber como utilizá-lo de forma estratégica durante as aulas. 

 COMO USAR O LIVRO DIDÁTICO NA SALA DE AULA

 O livro didático não deve ser usado de qualquer forma. É importante que o professor planeje como ele será utilizado, para que ele não engesse seu plano de aula ou retire sua autonomia enquanto educador, mas que sirva de ferramenta para suportar suas práticas pedagógicas. 

Adapte o livro ao discurso e à realidade local de cada escola 

Os livros didáticos não são elaborados pelas editoras pensando em dar conta da variedade de discursos e até mesmo de currículo presentes nas escolas brasileiras, ainda mais considerando o tamanho geográfico do país, sua diversidade cultural e diferenças sociais. 

Portanto, é importante que, mesmo após selecionar os livros que serão utilizados na escola, os professores adaptem os conteúdos e os conceitos presentes no material para a realidade escolar e para a filosofia que utiliza no seu processo de ensino. 

Adeque o livro à realidade de cada turma 

O professor não deve utilizar o livro didático da mesma forma em todas as turmas em que atua. Sua tarefa é compreender as necessidades de cada uma e adaptar seu uso. Enquanto algumas turmas precisam de mais leituras dos conteúdos do livro, outras podem usá-lo mais para fazer exercícios.  

Como o professor possui contato direto com cada turma e cada aluno, ele está mais apto a identificar essas necessidades e atuar conforme elas. Se for preciso, é interessante recorrer à coordenação pedagógica da escola, para ela possa dar suporte a esse processo de adaptação, ou mesmo a outros professores da mesma turma. 

 

Amolde o livro para cada aula

 Mesmo que cada escola e turma exija usos diferenciados de cada livro, cada aula também apresentará necessidades de uso diferente de cada livro em cada disciplina. É necessário, portanto, adaptar o uso do livro ao que foi planejado no plano de aula do dia, mesmo que seja necessário pular alguns exercícios, inverter a ordem dos conteúdos etc. O professor é o responsável por determinar como o livro será utilizado na sua aula e não o contrário. 

Se a aula exige melhor compreensão de conceitos, a utilização do livro didático deve ser planejada para este fim: o professor pode promover leituras coletivas, rodas de conversa com base nas leituras dos conceitos, utilizar as imagens e recursos gráficos presentes no livro para ilustrar o conceito etc. 

 

Incentive o uso fora de sala de aula

 Como alguns alunos só têm o livro como material didático, é importante que o professor preveja atividades extraclasse em que os estudantes utilizem o livro didático e o percebam como extensão da escola e de seu processo de aprendizagem. 

Nesse caso, o professor pode selecionar partes dos conteúdos do livro que considere complementar ao principal tema da aula para que os alunos estudem fora de sala e preparem algum trabalho para entregar na aula seguinte ou apresentar para o restante da turma.

  

ENTENDA O QUE É LIVRO DIDÁTICO

 O livro didático são livros utilizados nas matérias da escola e que servem para dar suporte ao processo de ensino e aprendizagem. Segundo os belgos Gérard e Roegiers, o livro didático é “um instrumento impresso, intencionalmente estruturado para se inscrever num processo de aprendizagem, com o fim de lhe melhorar a eficácia”. 

CONCLUSÃO

 O livro é aliado tanto do professor quanto do aluno, mas não deve ser o fator determinante nem do planejamento da escola nem do plano de aula do professor. Pelo contrário: o ideal é adaptar seu uso conforme a necessidade do currículo, da escola, da turma e de cada aula. 

Por fim, o livro didático ainda é muito importante na realidade da educação básica brasileira e sua função vai muito além do que servir apenas como instrumento de ensino, mas é também ferramenta fundamental na formação da cidadania dos estudantes. 

Para fazer um bom uso do livro didático, é fundamental que o professor se mantenha atualizado. Baixe gratuitamente a edição de 2019 do Caderno Pedagógico e confira alguns detalhes sobre as novidades trazidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

Material de Leitura – Mundo bipolar e o fim da Guerra fria – Parte 2

 Fonte confiáveis para pesquisa e utilizados nestes texto:

·         www.webgeo.net.br;

·         https://www.sohistoria.com.br/ef2/guerrafria/

·         https://www.educabras.com/enem/materia/historia/historia_geral/aulas/fim_da_guerra_fria

 














A União Soviética foi um estado socialista que existiu de 1922 a 1991. O país foi frequente e incorretamente chamado de Rússia, devido ao fato de esse país ser o líder dessa união de estados socialistas. A União Soviética foi o maior país do mundo em área, chegando a ter 22,4 milhões de quilômetros quadrados. Essa extensão territorial é até maior que toda a América do Sul; corresponde a um sexto das áreas continentais do globo terrestre.

A Desunião Soviética

Ao final da década de 1970, a União Soviética passou a enfrentar sérias dificuldades internas: diminuição do ritmo de crescimento econômico, desabastecimento em função de safras insuficientes e reduzida quantidade e qualidade de produtos de indústrias de bens de consumo. O país era incapaz de atender às exigências de seu próprio mercado.

Devido à estagnação e crise que, pouco a pouco, foram se agravando, Mikhail Gorbatchev, eleito Secretário-Geral do Partido Comunista soviético em 1985, iniciou a perestroika - a reestruturação econômica - que tinha como propósito solucionar os problemas econômicos da União Soviética por meio de uma liberalização controlada da economia e, posteriormente, pela adoção da economia de mercado. Assim, empresas estatais foram privatizadas e transnacionais puderam se instalar no país, iniciando uma nova fase na política econômica soviética.

A chegada de Gorbatchev ao poder, em 1985, representou uma reviravolta drástica nas políticas externa e interna do império vermelho. O lançamento da glasnost (abertura política) e da perestroika (reestruturação econômica) e a estratégia externa voltada para o encerramento da Guerra Fria assinalavam os limites do fôlego da União Soviética.

glasnost consistia em eliminar os aspectos mais repressivos do autoritarismo soviético. Visava a implantar liberdades democráticas e encerrar a Guerra Fria ao estabelecer melhores relações com o Mundo Ocidental. Já a perestroika objetivava modernizar a economia soviética.

O crescimento da economia soviética estancou na década de 1980, depois de ratear durante o final da década de 1970. O modelo econômico estadista, baseado na centralização dos meios de produção e na planificação geral da economia, tinha alcançado os limites de sua capacidade. A União Soviética exibia desequilíbrios macroeconômicos graves, reflexos dos contrastes entre o setor militar e o setor civil e entre a cidade e o campo. A produtividade do trabalho encontrava-se em um nível muito baixo, incompatível com as necessidades de uma potência militar de primeira linha.

O ousado projeto reformista de Gorbatchev visava a transformar os fundamentos econômicos da União Soviética, introduzindo paulatinamente a concorrência e injetando capital e tecnologias do Ocidente. A economia de mercado, prevista para conviver com a economia estatizada, deveria forçar a elevação da produtividade e da eficiência do trabalho.

Ao mesmo tempo, a abertura política constituía uma estratégia direcionada para a criação de novas instituições de poder, oriundas da sociedade e não do aparelho de Estado ou do Partido Comunista. A legitimidade política que a glasnost deveria criar serviria para gerar uma base social de apoio para as reformas de Gorbatchev. Só assim seria possível enfrentar e derrotar a oposição conservadora do aparato burocrático comunista.

Iniciadas as reformas, estas ganharam um ritmo próprio, frequentemente fugindo ao controle dos seus inspiradores. O sistema de partido único não poderia conviver com a liberdade política crescente. O totalitarismo não admite restrições ao exercício de poder absoluto. O conflito entre as velhas instituições e a glasnost deu origem a um frágil equilíbrio, no qual a equipe de Gorbatchev representava o elo entre o velho e o novo. O império vermelho entrava em decomposição.

Gorbatchev enfrentou grandes desafios na implantação das reformas. A perda dos benefícios sociais provocada pela transição de uma economia centralizada para uma economia de mercado irritou a população soviética que, progressivamente, foi deixando de apoiar o governo. Foram surgindo movimentos populares que provocaram a queda do socialismo em "países satélites" do leste europeu. Deve-se levar em conta que a diversidade étnica da União Soviética provocava levantes e ambições nacionalistas, principalmente quando se tornou claro que o império socialista havia perdido muito de seu poder.

Em agosto de 1991, socialistas mais ortodoxos tentaram um golpe de estado contra o governo de Gorbatchev. Essa tentativa de golpe ocorreu em 18 de agosto, precisamente na véspera da data prevista para a assinatura do novo Tratado da União, um acordo que converteria a União Soviética em uma federação de repúblicas independentes com um único presidente e com uma única política militar e externa. Os socialistas ortodoxos acreditavam que sua ação golpista preservaria a unidade territorial e política do império. Ironicamente, a tentativa de golpe resultou na aceleração da desintegração do Estado soviético, pois causou com que fosse desmanchado o acordo moderado que Gorbatchev havia negociado para preservar a União Soviética.


Gorbatchev

No dia 21 de agosto, os organizadores do golpe foram presos. Gorbatchev voltou a ser presidente da União Soviética, mas seus poderes haviam sido debilitados. Na resistência a essa solução golpista, destacou-se Boris Yeltsin, então presidente da República Socialista Soviética da Rússia.

A decomposição do império soviético

O império dos czares foi um império colonial. Como outros impérios, subordinou nações e povos de variadas origens históricas e culturais, impondo-se pela força militar e econômica.

O império dos czares não deve ser comparado aos impérios britânico e francês, pois, diferentemente destes, a Rússia alastrou o seu domínio sobre um território contínuo. Sob esse aspecto, o Império Russo se assemelha aos Impérios Austro-Húngaro e Turco.

Contudo, o advento da União Soviética assinalou uma diferença crucial da evolução histórica. O novo império vermelho, liderado pela Rússia, congelou o processo de descolonização que ocorria em outras partes do mundo. Após a Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico se despedaçava enquanto o império vermelho retinha a unidade territorial estabelecida nos séculos anteriores. Dessa forma, a União Soviética tornou-se a descendente legítima da Grande Rússia.

O desaparecimento da União Soviética, acelerado pelo fracasso do golpe de agosto de 1991, destruiu os fundamentos territoriais do império vermelho. Quando as engrenagens do partido único do Estado soviético - vértice centralizador e centro absoluto de poder - entraram em dissolução, a unidade territorial foi rompida subitamente. As repúblicas soviéticas, cujos povos haviam sido subjugados e reprimidos por décadas de sistema totalitário, aproveitaram o enfraquecimento da União Soviética para se tornarem independentes. Havia chegada a hora da decomposição territorial do império vermelho. Uma depois da outra, as repúblicas declararam a soberania ou a independência. Do Báltico ao Cáucaso e à Ásia Central, como num jogo de dominó, as peças que formavam o Estado multinacional soviético embarcaram num movimento de ruptura e separação. As repúblicas bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia) conseguiram o reconhecimento da sua independência pelo Ocidente e pela própria ex-União Soviética e ganharam lugares na ONU. Iniciaram-se complexas negociações visando à formação de uma nova União. Os velhos mapas escolares envelheceram e os cartógrafos puseram-se a trabalhar em mapas novos e no desenho de novas fronteiras.

Em julho de 1990, o Parlamento da Ucrânia proclamou a soberania da República, confirmada por eleições populares em dezembro de 1991.

Em 1990, a Lituânia declarou independência da União Soviética. Em agosto de 1991, a Letônia e a Estônia seguiram o exemplo. As 12 outras repúblicas discutiam um novo modelo, mais flexível para a União.

Com o colapso da União Soviética, a Bielorrússia proclamou sua independência em 1991.

Em dezembro de 1991, a Rússia, a Ucrânia e Bielorrússia fundaram a Comunidade dos Estados Independentes. Os presidentes desses países assinaram um acordo, declarando a União Soviética dissolvida e o estabelecimento da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). No dia 21 de dezembro de 1991, os presidentes de todas as outras repúblicas, exceto os três Estados bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) e a Geórgia, onde ocorria uma guerra civil, adentraram a CEI.

No dia 25 de dezembro, Gorbachev anunciou sua aceitação da decomposição territorial do império vermelho e renunciou como presidente da União Soviética, declarando o cargo inexistente.

Comunidade dos Estados Independentes

Desde sua fundação, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) vem tentando se definir. A organização não é um único país, mas também é mais que uma comunidade de nações ligadas por motivos econômicos, pois conta com uma Força Armada centralizada e utiliza uma moeda comum - o rublo. A Rússia, que foi o núcleo da União Soviética, continua a liderar as demais unidades da agora extinta Federação.

A CEI é uma organização ainda frágil: há divergências sobre o controle do arsenal nuclear da ex-União Soviética e sobre a ratificação do Tratado Stuart, um acordo de desarmamento, que a União Soviética assinou com os Estados Unidos em julho de 1991.

A Rússia, Ucrânia e Bielorrússia eram as mais importantes repúblicas da ex-União Soviética. A Rússia responde por, no mínimo, 70% da produção agrícola e industrial da ex-União Soviética e 80% da produção de petróleo. Já a Ucrânia, com 52 milhões de habitantes, dispõe das terras mais férteis da ex-União Soviética e lidera a produção de carvão. A Bielorrússia, com 10 milhões de habitantes, é um importante centro agropecuário e industrial.

A Rússia ainda possui mais de 80% das armas nucleares da antiga União Soviética. Na Ucrânia, há 176 mísseis estratégicos. A Bielorrússia também possui parte do arsenal atômico da antiga União Soviética.

O fim do comunismo na Rússia

A formação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) foi um acontecimento político de importância imensurável. A União Soviética, o império que ameaçou os Estados Unidos e outras nações ocidentais capitalistas, chegou ao fim.

Com a queda da União Soviética, que ocorreu em dezembro de 1991, a Federação Russa se tornou um país independente. A Rússia era a maior de 15 repúblicas que constituíam a União Soviética: era responsável por 60% do PIB e mais da metade da população da União Soviética. Os russos também dominavam as forças armadas soviéticas e o Partido Comunista. Portanto, a Rússia foi aceita como a sucessora da União Soviética em questões diplomáticas. O país tomou o lugar da ex-União Soviética como membro permanente, tendo poder de veto, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Apesar desse prestígio internacional, a Rússia, após a queda da União Soviética, havia perdido o poder político e militar que tanto havia assustado o Ocidente. Apesar de ser a maior e mais populosa nação entre os ex-membros da União Soviética, a Rússia, agora líder da CEI, se defrontou com tantos problemas políticos e econômicos, que deixou de ser uma superpotência. Isto alterou o cenário geopolítico do mundo. O mundo não mais estava dividido entre o Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, e o Oriente, liderado pela União Soviética.

Um novo presidente russo: Boris Yeltsin

Antes da dissolução da União Soviética, Boris Yeltsin foi eleito presidente da Rússia, em junho de 1991, na primeira eleição direta para presidente na história do país. Em outubro de 1991, Yeltsin anunciou que a Rússia adotaria reformas econômicas radicais. A Rússia abandonava o socialismo a favor do capitalismo.

Boris Yeltsin governou durante os anos 1991-1999. Ele foi apoiado pelos Estados Unidos e por outros países capitalistas do Ocidente, pois demonstrou ser um reformista determinado a fazer com que a Rússia adotasse uma economia de mercado.

Em setembro de 1993, Yeltsin tomou a medida autoritária de fechar o Parlamento russo. O principal motivo disto foi que o Parlamento russo, formado principalmente por comunistas da época de Gorbatchev, vetava as tentativas de Yeltsin de reformar a economia russa. A Constituição do país, criada em 1978 e herança da União Soviética, era mais um impedimento para o projeto de reformas econômicas de Yeltsin. A concepção de Yeltsin a respeito da presidência era altamente autocrata.

Em dezembro de 1993, Yeltsin, conforme prometido, convocou eleições, mas ele não foi muito bem nas urnas. O partido ultranacionalista russo (Partido Liberal Democrático), liderado Vladimir Zhirinovski, obteve várias cadeiras no novo Parlamento russo. Mesmo assim, Yeltsin conseguiu aprovar em plebiscito uma nova Constituição que criava um forte sistema presidencialista na Rússia e que lhe dava ainda mais poderes.

Mas não era apenas dentro da Rússia que o novo governo enfrentava grandes desafios. O movimento separatista na Chechênia surgiu de forma violenta e o exército russo não estava conseguindo controlar as revoltas.

Desmantelando o socialismo: uma transição difícil para a Rússia

Migrar a maior economia centralizada para uma economia de mercado seria um grande desafio independente da política econômica escolhida. As políticas econômicas escolhidas foram: liberalização, estabilização e privatização. Essas políticas eram baseadas nos ideais neoliberais do Fundo Monetário, do Banco Mundial e do governo americano.

A Rússia sofreu com inflação, recessão, desemprego, falência de empresas, uma queda generalizada de produção e consumo e um empobrecimento da população.

A "Terapia de Choque" introduzida por Boris Yeltsin se iniciou no dia 2 de janeiro de 1992. Yeltsin ordenou a liberalização do comércio exterior e dos preços - até então controlados pelo Estado - e da moeda. Yeltsin cortou subsídios para as indústrias e fazendas controladas pelo Estado.

A liberalização dos preços acentuou a hiperinflação - o Banco Central estava emitindo dinheiro para financiar a sua dívida - e causou a falência de grande parte da indústria russa. A liberalização de preços significa o empobrecimento da camada idosa da população e de todos aqueles que recebiam salários fixos. Em muito pouco tempo, o padrão de vida de muitos russos caiu drasticamente.

A inflação galopante, consequência da liberalização da economia, fez necessário uma dura política de estabilização. O governo aumentou a taxa de juros, cortou gastos e subsídios à indústria e aumentou impostos. Essa política econômica levou mais indústrias à falência e levou o país a uma depressão econômica.

As mudanças econômicas na Rússia foram acompanhadas por mudanças políticas. Estas afetaram ainda mais a economia do país. Durante a Guerra Fria, a União Soviética dedicava um quarto de seu PIB para sua indústria militar e empregava 20% da população adulta. Com o final da Guerra Fria, não era mais necessário se investir tanto na indústria militar. Isto significava que grande parte da mão de obra russa se encontraria desempregada e teria que ser absorvida por outras indústrias. Porém, novos mercados ainda não haviam se desenvolvido para absorver tantos trabalhadores. A indústria russa, até então distribuída em regiões monoindustriais, precisava se modernizar e diversificar. Outro fator agravante era que nem os administradores nem os trabalhadores tinham experiência e conhecimento de como funcionava uma economia de mercado. Como consequência, o PIB russo caiu mais que 50%. Essa queda levou a uma altíssima taxa de desemprego. Simultaneamente, para piorar a situação da população russa, o Estado não tinha os recursos para sustentar seu sistema de previdência e assistência social.

A crise causada pela transição econômica era grave. Como consequência, aumentaram as taxas de crime e a corrupção. A Rússia passava por um período delicado, migrando de uma economia centralizada para uma economia de mercado. Grandes foram as dificuldades que o país enfrentava. Enquanto isso, a saúde e a popularidade do presidente Yeltsin deterioravam.

Material de Leitura – Introdução a Grécia Antiga

Fonte confiáveis para pesquisa e utilizados nestes texto:

·         www.webgeo.net.br;

·         https://www.todamateria.com.br/grecia-antiga/

·         https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm

·         https://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm

 

Grécia Antiga é a civilização formada pelos gregos no sul da Península Balcânica e que se estendeu por outras partes do Mediterrâneo, além das Cíclades, pela Ásia Menor e por regiões costeiras no Mar Negro. A história grega iniciou-se oficialmente com o período homérico, por volta de 1100 a.C. e estendeu-se até a transformação da Grécia em protetorado romano, em 146 a.C.

A história grega é compreendida em cinco períodos criados pelos historiadores, sendo o clássico o momento de auge dos gregos. Nesse período houve grande desenvolvimento das pólis, destacando-se Atenas e Esparta. Os gregos legaram à humanidade uma série de contribuições significativas em áreas do conhecimento, como história, filosofia, literatura, teatro etc.

 

Períodos da Grécia Antiga

A periodização é uma estratégia utilizada pelos historiadores para facilitar-se a assimilação e a organização do conhecimento histórico. No caso de civilizações da Antiguidade, como os gregos, datações aproximadas foram criadas levando-se em consideração determinadas características ou acontecimentos que são estudados.

No caso dos gregos, a datação estipulou a divisão em cinco períodos, que são:

·  Período pré-homérico (2000-1100 a.C.): período de formação do povo grego. Marcado pela existência de duas grandes civilizações — minoica e micênica.

·  Período homérico (1100-800 a.C.): o “mundo grego” passa por uma grande ruralização com a invasão dórica, e existem pouquíssimos registros sobre essa fase. A vida gira em torno do genos, e há um grande recuo civilizacional.

·  Período arcaico (800-500 a.C.): marcado pelo surgimento da pólis, o modelo da cidade-estado da Grécia. O aumento populacional leva os gregos a mudarem-se à procura de novos locais. O alfabeto fonético surge.

·  Período clássico (500-338 a.C.): período de maior desenvolvimento dos gregos, marcado pelo florescimento da cultura grega, como a filosofia. Esse período presenciou a rivalidade entre duas grandes cidades-estado gregas: Atenas e Esparta.

·  Período helenístico (338-136 a.C.): a Grécia foi conquistada pela Macedônia, iniciando-se a fase da difusão da cultura grega pelo Oriente. Seu fim ocorreu quando a Grécia converteu-se em um protetorado dos romanos.


Formação da Grécia

O povo grego foi formado da mescla de povos indo-europeus que começaram a estabelecer-se na Grécia Continental a partir de 2000 a.C. Os povos que formaram o povo grego foram os jôniosaqueuseólios e dórios, cada qual chegando à Grécia em um período distinto.

·  Cretenses

O avanço desses povos indo-europeus sobre a Grécia levou-os a encontrar uma civilização estabelecida em uma grande ilha do Mar Egeu, a ilha de Creta. Esses eram os cretenses ou minoicos, uma grande civilização que existiu entre 2000 a.C. até cerca de 1400 a.C., quando foram assimilados pelos micênicos.

As duas grandes civilizações do período pré-homérico foram as civilizações minoica (também chamada de cretense) e micênica. Os minoicos eram originários da Ásia Menor e estabeleceram-se em algumas ilhas do Mar Egeu (as Cíclades), sobretudo em Creta. Lá desenvolveram uma civilização que sobrevivia da agricultura e do comércio.

Desenvolveram também um sistema de escrita hieroglífica (chamado Linear A), que ainda não foi inteiramente decifrada pelos estudiosos do assunto. Acredita-se que o uso excessivo do solo aliado à ocorrência de desastres naturais, como uma erupção vulcânica que afetou severamente Creta, tenham sido os fatores que levaram esse povo à decadência e à sua assimilação pelos micênicos.

·  Micênicos

Os micênicos eram um dos povos indo-europeus que chegaram à Grécia no segundo milênio a.C. Eles chamavam a si próprios de aqueus, e acredita-se que eles chegaram à região por volta de 1600 a.C. Os aqueus expandiram-se para o sul da Grécia, alcançando as Cíclades e a Ásia Menor (região da atual Turquia).

Nessa expansão, eles tiveram contato com os cretenses e assimilaram diversas características da cultura deles. A expansão territorial dos aqueus e a fusão de sua cultura com a cretense deram origem à civilização micênica, a segunda grande civilização da Grécia no período pré-homérico.

Assim como os cretenses, os micênicos estabeleceram importantes laços comerciais com povos da região do Mediterrâneo. Eles dominavam técnicas de metalurgia e cerâmica, e seus centros de poder (no plural, pois se organizavam em cidades-estado) baseavam-se em um grande palácio que abrigava um rei. Tinham como fonte de escrita um silabário, ou seja, símbolos que representavam sílabas. Chamada de Linear B, essa forma de escrita foi herdada da desenvolvida pelos cretenses e representava uma forma arcaica de grego.

A partir de 1200 a.C. os micênicos entraram em decadência, e isso está relacionado com a invasão dórica. Os dórios também eram um povo indo-europeu que chegou ao território grego a partir de 1200 a.C., trazendo grande destruição. A cultura micênica foi quase inteiramente destruída, e depois se estabeleceu um período de recuo civilizacional, conhecido como período homérico.

 

Pólis

A Grécia Antiga tinha como grande característica a pólis, que era basicamente o seu modelo de cidade-estado. Essa estrutura de comunidade foi surgindo de maneira gradual na Grécia ao longo dos períodos homérico e arcaico. Portanto, não se estabeleceu de uma hora para outra, mas foi resultado de um processo lento que se deu à medida que o modo de vida dos gregos tornava-se mais sofisticado.

A pólis é comumente conhecida como cidade-estado, uma vez que cada pólis possuía ampla autonomia sobre si. As pólis eram marcadas por autonomia política, econômica, jurídica e religiosa, e, assim, a forma de governo adotada, os principais deuses venerados e os princípios de participação na política eram definidos por cada cidade-estado. Exemplificando, o funcionamento de toda a sociedade ateniense era um atributo exclusivo de Atenas, e outras cidades não tinham autonomia nenhuma para intervir nos assuntos dessa cidade.

Isso nos ajuda a concluir que a Grécia Antiga não foi um império centralizado e com fronteiras muito definidas, como em outros povos da Antiguidade. Esse território e sua civilização basicamente correspondem a um espaço específico onde diferentes comunidades reuniam entre si características em comum, como a cultura, a religião, o idioma etc.

Grande parte das pólis possuía, na Acrópole, prédios reservados para que os homens adultos, nascidos na cidade, discutissem a política local — a Assembleia. Essa característica, no entanto, foi tardia, uma vez que, no início, a totalidade das pólis era aristocrática, e, portanto, somente um grupo muito pequeno tinha direito de tal exercício.

Isso ficou conhecido como colonização grega, e esse acontecimento aproveitou-se da expansão comercial dos gregos a partir do período arcaico no século VIII a.C. Com isso, os gregos estabeleceram-se em diferentes regiões do Mediterrâneo e até mesmo do Mar Negro. A localização das colônias gregas favoreceu mais ainda o desenvolvimento comercial, pois criou um local de contato permanente de gregos com outras populações que já habitavam nas proximidades de onde se instalaram as colônias.

 

Esparta x Atenas

Entre todas as pólis gregas, Atenas e Esparta foram as maiores, pois acumularam grande poderio econômico, militar e político. O auge dessas cidades ocorreu durante o período clássico, e a história grega é marcada pela rivalidade entre elas, que, além disso, possuíam dois modelos de pólis absolutamente distintos um do outro.

Essas diferenças geraram tensões amenizadas por meio de reformas de Sólon, governante da cidade no começo do século VI a.C. Ele decretou o fim da escravidão por dívidas, dividiu a cidade em quatro grupos baseados na sua renda, e permitiu que eles participassem da Assembleia, ou seja, na tomada de decisões da administração ateniense.

Esparta, por sua vez, possuía um sistema diferente de Atenas, pois, se, em Atenas, o modelo predominante era a democracia, em Esparta, o que prevaleceu foi a oligarquia. Esparta era uma sociedade militarizada e herdeira dos dórios. Uma pequena classe social de guerreiros possuía privilégios, participava da política e explorava o trabalho de camponeses pobres (periecos) e dos escravos (hilotas).

A aristocracia espartana fazia de tudo para evitar transformações sociais e agia para a manutenção desse sistema de exploração de grande parte da população. Conhecidos como os melhores guerreiros da Grécia, os espartanos utilizavam-se da violência para manter as “classes subalternas” dominadas. De tempos em tempos, os guerreiros espartanos (chamavam a si de “os iguais”) organizavam caçadas para chacinar parte da população hilota. Os guerreiros formavam essa elite que não trabalhava e dedicava-se integralmente à vida militar. O treinamento militar em Esparta iniciava-se na infância e estendia-se por toda vida. A partir de determinada idade, os militares tinham o direito de entrar na vida política

 

Enfraquecimento da Grécia Antiga

O período clássico é entendido como o auge da Grécia Antiga por conta do grande desenvolvimento intelectual e econômico que nele aconteceu. No entanto, ele também marcou o início da decadência grega, e isso está relacionado com uma série de guerras que aconteceram entre os séculos V a.C. e IV a.C.

Os dois grandes conflitos que abalaram a Grécia foram as duas Gueras Médicas e a Guerra do Peloponeso. A primeira foi um conflito de persas contra gregos, em que estes se defenderam da tentativa de expansão persa, enquanto a segunda foi um conflito causado pelas rivalidades regionais entre Atenas e Esparta.

As Guerras Médicas aconteceram em dois momentos distintos, um no qual os persas eram liderados por Dario, e outro em que era liderados por Xerxes. Nos dois casos, os persas tentaram expandir seu império para a Grécia Continental, porém foram derrotados. Na Batalha de Maratona (490 a.C.), Dario foi derrotado, e Xerxes foi derrotado na Batalha de Plateia (479 a.C.). Desse conflito a cidade de Atenas saiu fortalecida. Administrada por Péricles, Atenas passou por um desenvolvimento cultural muito importante, e politicamente a cidade tinha ganhado projeção com sua liderança na Liga de Delos.

Assim foi iniciada a Guerra do Peloponeso, conflito que se estendeu em três fases:

·  Primeira fase: de 431 a.C. a 421 a.C.

·  Segunda fase: de 415 a.C. a 413 a.C.

·  Terceira fase: de 412 a.C. a 404 a.C.

Atenas saiu derrotada desse conflito, e Esparta elevou-se como a cidade dominante na Grécia. Entretanto, um século de guerras provocou a decadência grega, uma vez que trouxe muita destruição, morte e problemas econômicos. A partir de 371 a.C., Esparta foi substituída por Tebas como a maior potência grega.

O enfraquecimento dos gregos permitiu que os macedônios, um povo influenciado pela cultura grega, mas não reconhecidos como gregos, ganhassem força e conquistassem toda a Grécia em 338 a.C. Os macedônios eram liderados por Filipe II, mas, dois anos depois, esse rei faleceu, sendo sucedido por seu filho, Alexandre.

Alexandre realizou grandes feitos à frente dos macedônios. Em 13 anos de reinado, ele expandiu seu império por regiões muito vastas, alcançando e conquistando locais como o Egito e a Pérsia. Após a sua morte, o império macedônico foi dividido em diferentes partes, e, tempos depois, em 136 a.C., a região da Grécia foi assimilada pelos romanos.