Pesquise no Webgeo.net e ache tudo sobre História e Geografia!

domingo, 15 de novembro de 2020

Aspectos físicos da Região Centro-Oeste – Material de leitura

 

Aspectos físicos da Região Centro-Oeste – Material de leitura

 

Fonte confiáveis para elaborar o texto:

www.webgeo.net

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/regiao-centro-oeste.htm

 


Introdução aos aspectos físicos da região Centro-Oeste – 7º ano - Não há necessidade de devolver, cole em seu caderno e use para estudar!

Objetivo central: Compreender os aspectos físicos da região Centro-Oeste.

 

Região Centro-Oeste – Aspectos físicos gerais

 


A região Centro-Oeste é relativamente extensa, ocupando, aproximadamente, 19% do território brasileiro. Entretanto, seus estados — Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal — não são muito povoados, tendo uma das menores densidades demográficas do Brasil.

Outra característica marcante do Centro-Oeste é sua força no setor primário da economia. As atividades agrícolas e pecuaristas são destaques nos três maiores estados em extensão territorial, com ênfase para o Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino brasileiro.

 

Estados da região Centro-Oeste

 

O Centro-Oeste apresenta uma disposição geográfica que não permite saída litorânea. Veja, em ordem alfabética, os estados do Centro-Oeste e suas capitais.

Estados

Capitais

Gentílicos

Distrito Federal

Brasília

Brasiliense

Goiás

Goiânia

Goiano

Mato Grosso

Cuiabá

Mato-grossense

Mato Grosso do Sul

Campo Grande

Sul-mato-grossense ou mato-grossense-do-sul

 

Dados gerais da região Centro-Oeste

 

Veja agora alguns dados estatísticos dessa região, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Esses dados são de 2019.

·  Área territorial: aproximadamente, 1,6 milhão de km², o que resulta em 19% do território brasileiro.

·  População: 16.297.074 habitantes

·  Rendimento domiciliar per capita (em reais): 1727,25

·  Densidade demográfica: 11,98 habitantes por km²

·  Índice de Desenvolvimento Humano: 0,753

·  Matrículas no ensino fundamental: 2.130.942 de estudantes

·  Produto Interno Bruto (em reais): 632.890.000.000,00

·  Taxa de mortalidade infantil|1|:14,8

Mapa da região Centro-Oeste.

 

Breve histórico da região Centro-Oeste

 

A história da região Centro-Oeste deve ser contada a partir do povoamento da região. Por muito tempo, o Centro-Oeste brasileiro foi uma área espanhola, devido ao Tratado de Tordesilhas. Durante quase dois séculos, apenas jesuítas espanhóis aventuravam-se nas áreas interioranas para catequizar nativos, nas chamadas missões jesuíticas.

No século XVII, paulistas conhecidos como bandeirantes partiram para as atuais áreas dos estados do Centro-Oeste em busca de ouro e pedras preciosas. Esse minério foi descoberto pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera. Essa descoberta em uma região do estado de Goiás levou à fundação de um arraial. No entanto, o ouro encontrado era de aluvião, uma espécie de ouro que se esgotava facilmente, o que fez com que a atividade aurífera durasse pouco tempo.

No final do século XVII e início do XVIII, fazendas de gado foram fundadas no Centro-Oeste, o que facilitou, de forma lenta e gradual, o povoamento fixo de algumas áreas.

Já no século XIX, a região ainda estava pouco povoada, pois a concentração maior era no litoral e no norte brasileiros, com a extração da borracha nas árvores de seringueira.

A ocupação efetiva da região só aconteceu no século XX, com o desenvolvimento de estradas de ferro e a industrialização do interior do país, nos anos de 1930 a 1950 e principalmente na década de 1960, com a construção de Brasília, a Capital Federal.

 

Clima do Centro-Oeste

 

Por não ter saída para o mar, o clima em quase toda a região Centro-Oeste é o tropical continental. Entretanto, algumas áreas podem apresentar clima equatorial, subtropical e tropical de altitude. Vejamos algumas características de cada clima e suas áreas de atuação: O clima tropical continental possui duas estações bem definidas, uma seca (inverno) e uma chuvosa (verão). Devido a isso, os períodos mais chuvosos concentram-se durante o verão, de novembro a março, tendo uma estiagem durante os meses de maio a setembro. Esse clima ocorre em quase toda a região, com algumas exceções.

Já o clima equatorial predomina no norte do Mato Grosso, com chuvas intensas e bem distribuídas durante o ano todo por conta da Floresta Amazônica e da evapotranspiração das árvores. Além disso, as temperaturas são bastante altas devido à proximidade com a Equador. O clima subtropical pode ser localizado nas áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, com as quatro estações bem definidas: invernos rigorosos, devido à massa polar atlântica, verões quentes, e chuvas regulares ao longo do ano. O tropical de altitude, comum em áreas com altas altitudes, com temperaturas amenas, é presente no sul de Mato Grosso do Sul e em alguns relevos mais altos no Mato Grosso, como na Chapada dos Guimarães.

 

Relevo do Centro-Oeste

 

Em relação ao relevo, três unidades são encontradas no Centro-Oeste: planaltos, depressões e planícies. As duas primeiras unidades formaram-se na Era Cenozoica, sendo relevos bem antigos e que sofreram muitos processos erosivos. Já as planícies são importantes para a economia da região, uma vez que são bastante utilizadas nas práticas agrícolas e pecuaristas, como o Pantanal mato-grossense.

Dentre os planaltos mais conhecidos do Centro-Oeste, podemos destacar a Chapada dos Parecis, no centro-norte de Mato Grosso; a Chapada dos Guimarães, também no Mato Grosso; e a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Todos esses planaltos possuem altitudes que variam de 300 m a 1200 m.

Já as depressões no Centro-Oeste são famosas por abrigar leitos de rios, como a depressão do Araguaia, que acompanha os vales do rio Araguaia, e a depressão do Tocantins, onde correm as águas do rio Tocantins. Uma das planícies mais conhecidas do Centro-Oeste é a do Rio Araguaia, que forma a ilha do Bananal, na divisa de Tocantins com Goiás. Uma área relativamente plana, com altitudes de 0 m até 200 m.

 

Hidrografia da região Centro-Oeste

 

Devido ao relevo e à localização da região, no Centro-Oeste nascem importantes rios que alimentam outras áreas do país, como alguns estados do Sul e do Norte do Brasil. O Centro-Oeste possui áreas em que três bacias hidrográficas podem ser encontradas: a Tocantins-Araguaia, a do Paraguai e a Amazônica.

bacia Tocantins-Araguaia é a segunda maior do Brasil e alimenta todos os estados, com exceção de Mato Grosso do Sul. Seu principal rio no Centro-Oeste é o Araguaia, que nasce em Goiás e é um dos afluentes do rio Tocantins.

No estado do Mato Grosso do Sul, temos a bacia hidrográfica do Paraguai, que também percorre o estado do Mato Grosso. O principal rio, o rio Paraguai, nasce em Mato Grosso, na Chapada dos Parecis, e percorre o caminho norte–sul, passando por Mato Grosso do Sul, até chegar ao Paraguai, em direção ao oceano Atlântico.

bacia Amazônica está presente no Mato Grosso, mais precisamente no centro-norte, com grandes afluentes do rio Amazonas, como o rio Xingu. É uma área quente e úmida, com grande biodiversidade, tanto terrestre quanto aquática. Há grande presença do turismo e da pesca, mas o desmatamento e o avanço agrícola prejudicam a sua preservação.

 

Vegetação do Centro-oeste

 

A vegetação do Centro-Oeste é bastante diversificada, pois há forte incidência de raios solares e clima quente, fatores ideais para o florescimento da biodiversidade. Entre os biomas encontrados na região, três merecem atenção: o Cerrado, o Pantanal e a Floresta Amazônica.

São paisagens com características diferentes, mas que sofrem com um fator em comum: a expansão agropecuária. Por conta disso, esses biomas estão fortemente ameaçados, e, em muitos locais, algumas espécies da fauna podem ser extintas.

Cerrado, típico do Centro-Oeste e presente no Tocantins, Minas Gerais e no Maranhão, é uma formação vegetal específica de climas tropicais, com solos pobres, pouco férteis. Suas árvores são de pequeno e médio porte, com galhos tortuosos, troncos de casca grossa e raízes profundas para buscar água no subsolo. Devido a isso, muitos estudiosos chamam o Cerrado de floresta invertida, pois as raízes de algumas árvores são maiores que a vegetação exposta.

 

Cerrado em Goiás: árvores de baixo e médio porte, mas com raízes profundas.

 

Onde o solo é mais fértil, a vegetação é mais densa, com árvores maiores e menos esparsas. Essa área de ocorrência do Cerrado é conhecida como cerradão, com destaque para o pequizeiro, árvore que fornece o pequi. Há também, nas proximidades de riachos e rios, a formação de veredas, onde são encontrados os buritis.

No oeste e norte de Mato Grosso, temos a presença da Floresta Amazônica, com altas temperaturas e chuvas abundantes. Com uma vegetação densa e diversificada (biodiversidade), é uma das áreas da Amazônia que menos sofre com o desmatamento. Nessa área temos o Parque Nacional do Xingu, um importante espaço de preservação florestal e nativa, sendo uma região de transição entre o Cerrado e a Amazônia, no norte do Mato Grosso.

Pantanal está presente no oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, com uma vegetação bastante variada. Essa variação ocorre por conta do grau de umidade e das inundações que ocorrem nos períodos chuvosos.

 

Principais atividades econômicas da região Centro-Oeste

 

Na região Centro-Oeste, a economia é destaque nos setores primário e secundário, agropecuária e indústrias, respectivamente.

agricultura em alguns estados é favorecida pela existência de terra roxa, um solo fértil originado de composição basáltica, muito comum em algumas áreas de Mato Grosso. Entretanto, a maior parte da região possui solos com baixa fertilidade, o que acarretava em dificuldades agrícolas até o século passado.

Na década de 1970, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu várias técnicas de aumento de produção de alimentos, em comunhão com a Revolução Verde que ocorria no mundo. Uma dessas técnicas é a calagem, que utiliza calcário para regularizar a acidez do solo do Cerrado, além de desenvolver sementes de soja, que se adaptaram a esse bioma.

 

Parque Nacional do Xingu vs. área desmatada para cultivo agrícola, no Mato Grosso.

 

Com base nisso, o estado de Goiás passou a produzir grandes quantidades de produtos agrícolas, como a soja, o algodão, a cana-de-açúcar, o milho, entre outros produtos, sendo referência nacional nesses gêneros.

O estado de Mato Grosso conta com a forte presença pecuarista na economia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil contava com 213.523.056 cabeças de gado bovino. Desse total, 73.838.400 localizavam-se no Centro-Oeste, sendo mais de 30 milhões só no Mato Grosso. No geral, a criação é intensiva e extensiva, ou seja, há presença de tecnologia e gado confinado, como há a criação do gado solto, respectivamente. Em geral, a pecuária extensiva é praticada nas áreas do Pantanal mato-grossense, e a intensiva é bastante comum em Goiás e no Mato Grosso do Sul.

Já as indústrias estão presentes, principalmente, em Goiás e no sul de Mato Grosso do Sul, devido à proximidade com o Sudeste. No estado goiano, podemos destacar três grandes centros industriais da região: Anápolis, com o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA); Aparecida de Goiânia, com o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag); e a capital Goiânia, com importantes indústrias do ramo farmacêutico e de bebidas. Em Mato Grosso do Sul, os destaques industriais são: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá, cidades que abrigam importantes indústrias frigoríficas e as fábricas de óleo de soja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente aqui...