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domingo, 22 de novembro de 2020

ASPECTOS FÍSICOS E GERAIS DA OCEANIA

 

9º ANO – ASPECTOS FÍSICOS E GERAIS DA OCEANIA- 2º SEMESTRE

 

Orientação: Leia com atenção e cole em seu caderno – Não é necessário devolver na escola

Objetivo: Identificar as principais características gerais da Oceania.

Fontes confiáveis para utilizadas na construção deste texto:

www.webgeo.net.br

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/oceania.htm

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/populacao-oceania.htm

 

Oceania – Aspectos físicos e populacionais

 


Oceania é um continente localizado a sudeste da Ásia, compreendendo um conjunto de ilhas somado à Austrália, essa última considerada como uma massa continental chamada de “Australásia”. Possui uma área total de 8.480.355 km², onde habitam aproximadamente 38 milhões de pessoas. Por ter sido o último continente a ser colonizado pelos europeus, a Oceania é alcunhada de “novíssimo continente”, em distinção a Europa (o velho mundo) e à América (o novo mundo), segundo a regionalização eurocêntrica da Terra.

Apesar de existirem milhares de ilhas na região, há apenas 14 Estados independentes, além de alguns territórios ou colônias de outros países, com destaque para a Polinésia Francesa, protetorado francês onde se encontra o Taiti. Há uma regionalização envolvendo essas ilhas, dividindo-as em três grandes zonas: a Melanésia (que significa “ilhas dos negros”), a Polinésia (“muitas ilhas”) e a Micronésia (“pequenas ilhas”), conforme podemos observar no mapa a seguir:

 


Regionalização das ilhas da Oceania

Com exceção da região que compreende o escudo australiano, todas as unidades de relevo da

Oceania são geologicamente recentes, com destaque para as inúmeras ilhas vulcânicas. A grande quantidade de ilhas desse tipo está ligada à presença intensiva do vulcanismo ao longo das zonas oceânicas, graças ao encontro entre duas placas tectônicas que ocorre nessa localidade.

Por ser cortado pela Linha do Equador mais ao norte e pelo Trópico de Capricórnio ao sul, o continente apresenta clima e vegetação predominantemente tropicais, com a presença de uns dos maiores desertos do mundo no interior da Austrália, fruto, em grande parte, das ações climáticas da continentalidade.

Em termos econômicos, os dois principais países são a Austrália e a Nova Zelândia, considerados uns dos únicos países desenvolvidos do mundo que se localizam no hemisfério sul. São grandes potências minerais e, na pecuária ovina, além de possuírem avançados modelos agroindustriais e turísticos, essa última atividade é a predominante no restante do continente. Com exceção dos dois países citados, todas as nações dependem da importação de alimentos para a própria sustentação, haja vista que a existência de terras agricultáveis é escassa.


Mapa e bandeiras dos países da Oceania

 

População da Oceania

 

Com cerca de 37,1 milhões de habitantes, a população da Oceania é a segunda menor entre os continentes (a Antártida) possui o menor contingente populacional), correspondendo a apenas 0,5% da população mundial. O crescimento demográfico é de 1,3% ao ano e a maioria dos habitantes reside em áreas urbanas: 70%.

Em países como Austrália e Nova Zelândia predominam os habitantes descendentes de europeus, sobretudo de britânicos. A população nativa, representada pelos aborígenes australianos e os maoris neozelandeses, foi praticamente dizimada. Nos outros países, ainda existe um grande número de nativos.

A Oceania é formada por 14 países, que ocupam uma área de 8.526.462 quilômetros quadrados. A densidade demográfica, obtida por meio da divisão da população total pela área, é de aproximadamente 4,3 habitantes por quilômetro quadrado, portanto, o continente é pouco povoado.

Além de ser pouco populosa e pouco povoada, outra característica da Oceania é a diferença no número de habitantes entre os países. A Austrália, por exemplo, abriga mais de 60% da população continental, com 25.511.888 habitantes. Por outro lado, Nauru, nação menos populosa da Oceania, possui apenas 9.976 habitantes.

Papua Nova Guiné e Nova Zelândia são outros países populosos do continente, com 6,8 milhões e 4,3 milhões de habitantes, respectivamente. Se somarmos a população dos outros 11 países, teremos um número inferior a 2,3 milhões de habitantes.

Outro contraste detectado na população da Oceania é com relação ao nível de desenvolvimento socioeconômico. Austrália e Nova Zelândia desfrutam de elevado padrão, fato constatado nos altos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dessas nações, sendo que a Austrália ocupa o segundo lugar no ranking mundial; e a Nova Zelândia, a terceira posição. Já os outros países, com exceção de Tonga, detêm médio ou baixo IDH.

 

A economia da Oceania

 

A economia da Oceania está centrada basicamente na Austrália e na Nova Zelândia, em função do fato de esses dois países, juntos, comporem mais de 90% do continente e serem as duas únicas nações desenvolvidas da região.

O Produto Interno Bruto da Austrália, por exemplo, era de 1,5 trilhão em 2012; o da Nova Zelândia era de 171 bilhões, enquanto o das Ilhas Fiji era de quase quatro bilhões. É claro que essa gigantesca diferença não está somente no nível de desenvolvimento, mas também na diferença territorial e populacional, haja vista que um país com as dimensões e número de habitantes da Austrália tem mais condições de produzir riquezas que aqueles locais que se resumem a um conjunto de pequenas ilhas.

Esses pequenos países, aliás, concentram suas atividades econômicas no turismo, em função das belas formas naturais disponíveis, que foram pouquíssimo exploradas. Muitos desses territórios são muito dependentes da importação de alimentos, haja vista a indisponibilidade de terras agricultáveis. Assim, os aspectos da economia da Oceania estão basicamente pautados nas atividades de suas duas principais potências.

Por outro lado, a Austrália e a Nova Zelândia são grandes produtoras de alimentos, constituindo uma agropecuária avançada e extremamente mecanizada, que se vincula a um elevado parque industrial alimentício.

No território australiano, destaca-se o cultivo de tabaco, vinho e trigo, contando também com reservas de gás natural, carvão, urânio, minério de ferro, ouro, cobre e muitos outros. É, por conseguinte, um dos países que mais recebem investimentos estrangeiros no mundo. Destacam-se na Economia da Austrália as atividades do setor terciário, que correspondem a quase 70% da produção local de riquezas. As exportações direcionam-se majoritariamente para a Ásia, com destaque para a China, que recebe uma grande quantidade de combustíveis australianos.

Já na Nova Zelândia, as atividades agropecuárias são bastante atuantes na produção de lã, carnes bovinas, ovinas e suínas, além da produção de laticínios e mel em larga escala. Esses produtos são as principais formas de exportação do país. Destaca-se também a produção de recursos energéticos fósseis, como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral.

Outro destaque para a economia da Oceania é a existência da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), que integra Austrália, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné e países da Ásia e das Américas, formando um dos blocos econômicos mais importantes do mundo, por compor economias como a dos Estados Unidos, China e Japão.

Os pequenos países (Fiji, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Micronésia, Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné, Samoa, Tonga, Tuvalu e Vanuatu), além da atividade do turismo na Oceania, também atuam em menor grau em produções agrícolas de subsistência e na atividade da pesca. As suas exportações, basicamente, constituem-se de produtos primários, como o cacau, o coco e a banana.

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