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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Idade dos Metais na Pré-História é períodos posteriores



Idade dos Metais (3.000 a.C – 1.000 a.C) é caracteriza pela criação dos primeiros utensílios de metais e consequente desenvolvimento das indústrias metalúrgicas e siderúrgicas. Esse período da Pré-História é subdividido em três partes: Idade do Cobre, Idade do Bronze e Idade do Ferro. 

No período anterior, Neolítico, aconteceu a chamada Revolução Agrícola. Já na Idade dos Metais a manipulação do ferro, bronze e cobre possibilitou uma grande mudança no estilo de vida do homem pré-histórico e, principalmente, aperfeiçoamento das ferramentas agrícolas. 


Foi nessa época também que houve um grande crescimento populacional, com isso surgiram as primeiras cidades-estados, os centros urbanos e os reinos com poder centralizador. Algumas comunidades sentiram necessidade de se expandirem, o que ocasionou conflitos por terra.


Como no Neolítico, o comércio já havia dado os primeiros sinais, na Idade dos Metais as relações comerciais foram fortalecidas. Ao mesmo tempo, esses comerciantes eram exploradores que precisaram desbravar novas regiões em busca de matérias-primas.


Idade do Cobre

No começo da Idade dos Metais, a espécie humana que habitava o planeta era o homo sapiens sapiens, o “homem sábio”, cuja principal característica era a sua inteligência. Foi ele quem desenvolveu técnicas de fundição e deu início a metalurgia. 


O primeiro metal a ser manuseado foi o cobre. Nessa época os principais objetos confeccionados foram:


•    Artefatos domésticos como potes, copos, vasilhas e facas;

•    Armas que facilitavam a caça como lanças, facões e machados;

•    Armas de guerra como espadas e escudos;

•    Objetos artísticos como estatuetas e máscaras;

•    Ferramentas agrícolas como enxadas, arados e charruas.


O processo de fundição

Acredita-se que o primeiro processo de fundição foi realizado na Anatólia (atual território da Turquia) por acaso. Conta a lenda, que um minério de cobre acidentalmente caiu nas brasas de uma fornalha, então percebeu-se que o metal derreteu e endureceu com uma forma diferente. 

Diante desse provável acontecimento, o processo de fundição posteriormente era realizado na seguinte maneira: o cobre (com cor característica verde) era aquecido em altas temperaturas, que variavam entre 650 e 700 °C, dentro de grandes buracos no solo, revestidos com pedra. 

Já em estado incandescente, o cobre derretido era colocado em moldes talhados na própria rocha em que foram retirados. O acabamento das peças era feito com a fricção de pedras com diversos formatos.

Na civilização egípcia, uma das mais desenvolvidas da Antiguidade também realizavam a fundição de cobre, contudo um pouco diferente dos hititas (povo que habitou a Anatólia). Por exemplo, o bronze não era colocado em buracos no chão, mas sim em uma espécie de forno.

O cobre triturado era misturado com malaquita (carbonato de cobre). Como consequência do aquecimento, as impurezas do mineral eram liberadas em forma de monóxido e dióxido de carbono, o que gerava um cobre relativamente puro. 


Ao chegar aos 1000 º C, o cobre do estado sólido passava para o estado líquido. Então era depositado na parte inferior do forno, que possuía uma pequeno buraco o qual o cobre escorria para o exterior e então colocado em moldes. 


Com o passar do tempo o cobre passou a ser misturado com outros materiais. Por exemplo, o latão é uma liga que resulta da união do cobre com o zinco e foi utilizada na Roma Antiga para produção de moedas.

Idade do Bronze

O bronze é um resultado da mistura do cobre com estanho ou cobre com arsênio e acredita-se que a sua descoberta também aconteceu de forma acidental. Um minério de cobre contaminado por arsênio ou estranho ao final do processo de fundição apresentou características diferentes e isso chamou atenção. 

Indícios apontam que os mesopotâmicos foram os primeiros a dominar esse metal. A fundição do bronze era igual ao do cobre, contudo as técnicas utilizadas foram aprimoradas. Por exemplo, o forno era mais elaborado, com paredes de pedra, que permitiam atingir até 1 200 º C.e 

O bronze no estado líquido era colocado em moldes de pedra, já com o formato desejado e no caso de objetos mais complexos eram utilizados vários moldes. 

Essa etapa da Idade dos Metais aconteceu de maneiras e períodos diferentes nos diversos territórios. Por isso, os historiadores decidiram dividir a Idade do Bronze em três partes:


•    Bronze Antigo (2500 a 1900 a.C) 

•    Bronze Médio (2.000 a 1.600 a.C)

•    Bronze Recente (1.600 a 1.200 a.C)


Os chineses não passaram pela Idade do Cobre. Esse povo desenvolveu técnicas diferentes e lá a Idade do Bronze também foi dividida:


•    Idade Clássica do Bronze (1.600 a 256 a.C).

•    Época Tardia do Bronze (956 d.C. a 1999 A.D.

Os objetos de bronze chineses tinham caráter ornamental, sendo utilizados na maioria das vezes em cerimônias. Frequentemente as peças acompanhavam reis e nobres em seus túmulos, sempre em grandes quantidades. 

Arqueólogos chineses, em 1975, descobriram a tumba da esposa de um rei da Dinastia Shang, com vários objetos artísticos. No local foram encontradas mais de 400 vasilhas de bronze e 600 peças de jade e de pedra. 

Idade do Ferro

Não há evidencias de como a extração do ferro foi descoberta, mas sabe-se que a produção do mesmo começou também na Anatólia. Esse metal abundante era retirado de depósitos e minas e o processo de fundição também era semelhante aos demais.

As forjas (forno utilizado para aquecer metais) da época não conseguiam atingir a temperatura necessária para fundir o ferro (1.530 º C). Então o ferreiro, por meio de golpes, tirava parte das impurezas do material e o levava para um segundo forno, onde continuava a ser batido até formar uma massa esponjosa. 

Após o repetitivo processo de martelagem e aquecimento, originava-se uma barra de ferro pura, resistente e maleável. Os objetos eram moldados na fundição, mas dava-se um acabamento para corrigir as falhas. 

Com o domínio do ferro foram criadas ferramentas que auxiliaram na agricultura como o arado de metal e a enxada. Também foram produzidos utensílios domésticos como potes, facas e panelas. Além de possibilitar melhorias na construção de casas, pontes e fortalezas militares.

Ao redor Mar Mediterrâneo, o ferro espalhou-se para outras regiões e em 500 anos difundiu-se por toda a Europa, onde era principalmente utilizado na construção de armas e joias. Eles aprenderam também a encaixar empunhaduras (parte por onde se segura com a mão uma espada) de madeira, osso e marfim.

Paralelamente, os indianos estavam aperfeiçoando a técnica de construção de fornos, produziam temperaturas que alcançaram o ponto de fusão do ferro. Mas foram os chineses que construíram um forno que superava os 1350° C.

Além do ferro, do bronze e do cobre, durante a Idade dos Metais a América conviveu com o ouro, a prata e a platina, que foram misturados entre si em diversas proporções. A liga mais bem-sucedida foi a tumbaga, uma mistura de cobre e de ouro que dá resistência às joias.


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