terça-feira, 11 de maio de 2021

Cartografia temática - Exercícios

 

1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, qual é o papel da cartografia temática? Como ela influencia diretamente na produção de mapas?


2-    Observe a página 214, quando mencionamos as variáveis visuais, trabalhando com a cor, podemos ter variáveis contínuas e discreta, mas afinal, qual a diferença entre elas? Como podemos utilizá-las?


3-    Mediante a leitura do livro nas páginas designadas, atribua um significado para a cartografia de síntese.


4-    De acordo com a leitura semanal, como podemos destacar a importância na utilização de mapas, tabelas e gráficos pela Geografia? Você acredita que estes recursos facilitam a compreensão de temas diversificados? Justifique.


Produção e consumo desigual - Exercícios

 1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, por que podemos afirmar que o consumo é desigual? Justifique sua resposta. (Dica: observe o texto na página 252)

 

2-    Observe o gráfico e leia o texto presente na página 253, como podemos compreender as desigualdades de consumo entre o EUA e demais nações? Cite como o petróleo ilustra a situação do consumo exacerbado de nações desenvolvidas como os EUA.


3-    Mediante a leitura das páginas 254 e 255, descreva como o consumo desigual de água aflige boa parte da humanidade.


4-    De acordo com a leitura da página 256, principalmente o mapa de subnutrição, aponte algumas características da distribuição de alimentos no mundo. Ela é desigual? Quais são os países mais pobres e subnutridos do mundo? Onde eles se localizam?


Território e nações – Minorias nacionais e conflitos - Exercícios

 1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, como podemos definir o termo “minorias nacionais”? (Dica: observe a página 48)


2-    Leia com atenção o texto “País Basco”, na página 49, após isso, explique os motivos que levam a existência deste conflito e do movimento separatista que afeta diretamente a Espanha.


3-    Mediante a leitura da página 50, especificamente do texto que fala sobre o Curdistão, como podemos este povo? Formam uma nação? Um país? Onde se localizam os curdos? Há expetativa real para a formação de um país?


4-    De acordo com a leitura da página 53, apontes as principais características dos conflitos existentes na Caxemira. Qual é o papel da Índia e Paquistão neste conflito?


Exercícios - Crescimento da população brasileira

 

1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, qual a utilidade do crescimento natural para compreender a diminuição do crescimento da população brasileira? (Dica: Observe a página 91).


2-    Observe a arte presente ao fim da página 92, qual a justificativa para apontar a constante queda na taxa de fecundidade (Número de filhos por mulher) em nosso país?


 

3-    Mediante a leitura da página 93, aponte o que significa “Planejamento familiar” e como este processo tem contribuído para a conscientização da população ao formar seu grupo familiar.


4-    De acordo com a leitura da página 94, aponte o que é uma pirâmide etária bem como estas podem ser utilizadas para estudos demográficos, após isso, cite as 3 partes deste instrumento e suas respectivas faixas etárias.


Cartografia temática

 


Fonte do texto: https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/o-que-e-cartografia/mapeamento-tema-tico.html


Carta geológica.


Carta geomorfológica.


Imagem de satélite.


Base Cartográfica.

A cartografia temática tem como objetivo gerar a representação das informações geográficas referentes a um ou vários fenômenos (físicos ou sociais) de todo o planeta ou de uma parte dele. Como exemplo de mapas temáticos, podemos citar os geológicos, de vegetação, climáticos, etc.

A representação dos fenômenos ou temas é ajustada às referências físicas que figuram em uma base cartográfica.

Fontes: (1) Serviço Geológico do Brasil - CPRM, Divisão de Cartografia e Departamento de Apoio Técnico. (2) Rio de Janeiro (RJ): carta SF-23-Z-B-IV. In: Miranda, E. E. de; Coutinho, A. C. (Coord.). Brasil visto do espaço. Campinas: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Monitoramento por Satélite, 2004. Disponível em: http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/rj/htm2/rj05_03.htm. Acesso em: abr. 2016.

O video abaixo mostra como as imagens orbitais são usadas para fazer um mapa.

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Minorias nacionais e conflitos

 


As divisões territoriais dos Estados-nações na grande maioria das vezes aconteceram de acordo com as ordens de poder de cada nação ou civilização. Dessa forma, o estabelecimento das fronteiras quase nunca representou a diversidade étnica das mais diversas regiões do mundo. Como herança, existem no mundo inúmeros conflitos étnicos e separatistas, que visam à emancipação ou independência de alguns povos, ou a disputa de um mesmo território por duas ou mais nações.

Conflitos na Irlanda do Norte

O conflito na Irlanda do Norte se estende desde o século XX, quando a população da Irlanda iniciou inúmeros protestos contra a dominação do Reino Unido sobre o país. Com isso, a ilha foi dividida em Irlanda e Irlanda do Norte, a segunda ainda sob o domínio britânico.

Mapa do domínio britânico sobre a Irlanda
Mapa do domínio britânico sobre a Irlanda

Na Irlanda do Norte, a maioria protestante (58%) da população se manifesta em apoio à integração do país à Grã-Bretanha, enquanto a minoria católica defende a independência e a integração com a Irlanda (onde os católicos formam ampla maioria). Com isso, muitos conflitos, protestos e atentados dos dois lados aconteceram – com destaque para a organização terrorista católica IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês).

Em 1999, foi assinado um acordo no qual o IRA aceitou depor as suas armas. Nesse acordo, a Irlanda do Norte continuou pertencendo ao Reino Unido, entretanto, seria montado no país um governo autônomo no qual os católicos teriam direito a voz.

Espanha: catalães e bascos

A Espanha apresenta duas grandes nações, além dos espanhóis, dispostas em seu território: os catalães e os bascos. Ambas desejam a formação de seus respectivos Estados Nacionais, com a diferença de que, entre os bascos, existem ações e programas separatistas mais radicais.

A estratégia catalã é tentar através da via institucional a conquista de sua independência e a criação do País da Catalunha. Entretanto, em 2010, o Tribunal Constitucional da Espanha rejeitou oficialmente o reconhecimento da Catalunha como uma nação, negando ações judiciais que solicitavam a preferência do uso do catalão em detrimento do espanhol nos órgãos públicos da região. Caso tal reconhecimento tivesse sido firmado, o movimento pela emancipação dos catalães poderia ganhar maior força.

Entre os bascos foi criada, em 1975, em busca da independência, a organização terrorista ETA (sigla em basco que significa Pátria Basca e Liberdade). Essa organização teve o intuito inicial de combater o ditador espanhol Francisco Franco que realizou uma violenta repressão sobre os bascos.

Mapa de localização do território basco
Mapa de localização do território basco

Após a redemocratização do país, os bascos conseguiram certa autonomia política na região, mas sem deixarem de pertencerem ao território espanhol. Com isso, mesmo sem o apoio da população, o ETA prosseguiu com a realização de duros e violentos atentados. Em 2007, finalmente resolveram depor as suas armas.

Ruanda e Burundi: hútus x tútsis

Os territórios dos países Ruanda e Burundi são palco de uma sangrenta luta entre Hútus e Tútsis, duas etnias africanas que lutam pelo controle territorial desses dois países. Ambos os territórios, após a partilha da África, formavam um único país, denominado Ruanda-Urundi, que pertencia à Alemanha. Após a derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, a partir de 1919, o país passou a pertencer à Bélgica.

Os belgas então escolheram a minoria tútsi (15% da população) para governar o país, subjugando a maioria hútu. Em 1959, após inúmeros protestos dos hútus, houve uma separação entre Ruanda e Burundi. Em 1961, Ruanda conseguiu a sua independência e passou a ser uma República administrada, dessa vez, pelos hútus. Os tútsis, perseguidos, exilaram-se nos países vizinhos, inclusive em Burundi, que também conseguira sua independência.

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Ao longo dos anos, os conflitos entre Ruanda e Burundi e entre hútus e tútsis até hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e retomadas de embates, acarretando em uma grande quantidade de mortes na região.

Conflito de Darfur, Sudão.

Darfur é uma região localizada na porção Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura guerra civil entre povos islâmicos e não islâmicos. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados ou árabes não mulçumanos, que lideram uma resistência armada.

Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que é, atualmente, o maior país da África – sofre com as sucessivas guerras civis desde 1956, quando conseguiu sua independência junto ao Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira da história do país – parece estar longe de terminar.

Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão

A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido.

Ao final da dominação colonial britânica, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre Índia e Paquistão, porém a região da Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria um território autônomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu.

O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma paquistanesa, outra indiana.

Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês.

Os Curdos

Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irã, Síria e Turquia.

Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território.

A população curda vai às ruas em busca de independência¹
A população curda vai às ruas em busca de independência¹

A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio.

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¹ Créditos da imagem: Sadik Gulec e Shutterstock


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

Produção e consumo desigual

 


Fonte do texto: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-capitalismo-sociedade-consumo.htm

sociedade de consumo é um termo bastante utilizado para representar os avanços de produção do sistema capitalista, que se intensificaram ao longo do século XX notadamente nos Estados Unidos e que, posteriormente, espalharam-se – e ainda vem se espalhando – pelo mundo. Nesse sentido, o desenvolvimento econômico e social é pautado pelo aumento do consumo, que resulta em lucro ao comércio e às grandes empresas, gerando mais empregos, aumentando a renda, o que acarreta ainda mais consumo. Uma ruptura nesse modelo representaria uma crise, pois a renda diminuiria, o desemprego elevar-se-ia e o acesso a elementos básicos seria mais dificultado.

Uma das grandes críticas ao sistema capitalista é a emergência desse modelo. Suas raízes estão vinculadas ao processo de Revolução Industrial, mas foi a emergência do American Way Of Life (jeito americano de viver) em 1910, nos Estados Unidos, que intensificou essa problemática. A consequência foi uma crise de superprodução das fábricas, que ficaram com grandes estoques de produtos sem um mercado consumidor capaz de absorvê-los, gerando a crise de 1929. Na época, para combater os efeitos da crise, o governo desenvolveu formas de intervir na economia e provocar o seu aquecimento em um plano chamado New Deal (Novo Acordo).


O cartaz expressa o American Way of Live, enquanto a população carece de recursos durante a crise

Consequentemente, para que as fábricas continuassem produzindo em massa e os produtos difundissem-se, foram estabelecidos modelos de desenvolvimento pautados na melhoria de renda e no crédito facilitado com o objetivo de ampliar ainda mais o consumo. Com isso, a crise econômica do século XX teve fim, mas uma problemática ainda maior se estabeleceu, pois o consumo pelo consumo é uma maneira contraditória e ineficaz de manter o desenvolvimento das sociedades. Tal dinâmica não se modificou mesmo com a retomada do modelo neoliberal a partir da década de 1970 em todo o mundo.


As críticas sobre a sociedade de consumo direcionam-se não apenas pela perspectiva econômica, mas também pelo viés ambiental. Afinal, um dos efeitos do consumismo é a ampliação da exploração dos recursos naturais para a geração de matérias-primas voltadas à fabricação de mais e mais mercadorias. Estimativas apontam que seriam necessários quatro planetas e meio para garantir os recursos naturais para a humanidade caso todos os países mantivessem o mesmo nível de consumo dos EUA.

Com isso, há a devastação das florestas e o esgotamento até mesmo dos recursos renováveis, tais como a água própria para o consumo, as florestas e o solo. Além disso, os recursos não renováveis vão contando os dias para a escassez completa, tais como as reservas de petróleo e de diversos minérios utilizados para a fabricação dos mais diferentes produtos utilizados pela sociedade.

Um dos aspectos mais criticados no que se refere à sociedade de consumo é a obsolescência programada – ou obsolescência planejada –, que consiste na produção de mercadorias previamente elaboradas para serem rapidamente descartadas, fazendo com que o consumidor compre um novo produto em breve. Assim, aumenta-se o consumo, mas também aumenta a demanda por recursos naturais e maximiza a produção de lixo, elevando ainda mais a problemática ambiental decorrente desse processo.


A intensiva geração de lixo é um dos principais problemas da sociedade de consumo atual

Com isso, além da adoção de políticas sociais de controle ao consumismo exagerado, é preciso encontrar meios econômicos alternativos ao desenvolvimento pautado no consumo. Não obstante, faz-se necessária também a promoção de políticas de reciclagem, além da reutilização ou reaproveitamento dos produtos não mais utilizados, contendo, assim, a geração de lixo e a demanda desenfreada por matérias-primas.

A sociedade atual encontra-se em um estágio altamente consumista
A sociedade atual encontra-se em um estágio altamente consumista
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

Estamos crescendo menos? População brasileira

 


Fonte do texto: https://escolakids.uol.com.br/geografia/crescimento-da-populacao-brasileira.htm

O Censo Demográfico – uma contagem da população realizada pelo IBGE a cada 10 anos – revelou que a população brasileira, em 2010, era de 190 milhões de habitantes. Em 2013, estimativas apontaram que esse número já tinha ultrapassado os 200 milhões de pessoas. Apesar dessa grande diferença, você sabia que a população do nosso país está aumentando em uma velocidade menor do que antes?

Na década de 1960, o índice médio do aumento do número de habitantes por ano era de quase 3%. Isso é o mesmo que dizer que, para cada 100 pessoas que habitavam o nosso país, nasciam três a cada ano.

Nas décadas posteriores, o valor desse crescimento foi ficando menor, de modo que, em 2007, ele era de 1,2%, menos da metade de 50 anos antes. Entre os anos de 2012 e 2013, o índice de crescimento foi de apenas 0,9%, o que significa que essa taxa não para de cair.

Mas não esqueça: a população brasileira, por enquanto, não está ficando menor, apenas está crescendo em um ritmo mais lento.

Mas por que isso acontece?

Primeiramente, devemos lembrar que a população de um determinado local cresce de duas formas distintas: com o número de nascimentos subtraído do número de mortes (crescimento vegetativo) e com o número de pessoas que entraram no país subtraído do número de pessoas que saíram do nosso território (saldo migratório).

O que acontece é que o número de nascimentos vem se tornando menor nos últimos anos. Além disso, o crescimento migratório só tem impacto no nosso país no período colonial. A diminuição nessa taxa de natalidade se deve, principalmente, ao controle através de métodos contraceptivos e ao aumento do planejamento familiar, de modo que as famílias estão preferindo ter, geralmente, um ou dois filhos, no máximo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil vai aumentar a sua população somente até o ano de 2042, quando atingirá um total de 228 milhões de habitantes. Depois desse ano, o número de pessoas vivendo em nosso país provavelmente vai diminuir gradativamente, quando, em 2060, ficará em 218 milhões.


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

A população brasileira continua crescendo, mas em uma velocidade menor do que antesA população brasileira continua crescendo, mas em uma velocidade menor do que antes

domingo, 9 de maio de 2021

Editores de textos online!

Fonte do texto: https://www.apptuts.net/tutorial/web/melhores-editores-de-texto-online/

Se você precisa escrever textos ou artigos para fins de trabalho ou estudo, é quase necessário usar editores de texto online. Eles podem ser usados em qualquer lugar com conexão à internet, significando que você não precisa ficar se preocupando com arquivos diferentes ou se está com o devido documento salvo em um pen drive ou email.

Além disso, os editores online salvam alterações automaticamente, não permitindo que você perca seu trabalho caso tenha algum problema com o computador, por exemplo. Por serem acessados pelo navegador da internet, também têm compatibilidade com qualquer tipo de sistema e plataforma (como Windows, Mac, iPhone, Android,etc) e ainda podem ser facilmente compartilhados com outras pessoas. Para aproveitar todas essas vantagens, que tal conhecer os 8 melhores editores de texto que listamos abaixo?!

1. Google Docs

Google Docs editores de texto onlineEsse não deve ser uma surpresa para ninguém, já que o Google Docs é possivelmente um dos editores de texto online mais conhecido e usado na internet atualmente. Ele faz parte do Google Drive, que apresenta planilhas, slides, e diversas outras opções de documentos que podem ser criados e armazenados na nuvem.

O Google Docs também pode ser alterado em modo offline e salvo como arquivo no seu PC, permitindo que você o envie para alguém ou que o guarde onde preferir. Aliás, é fácil dizer que nenhum outro consegue superar o Docs, mas como ele também apresenta alguns bugs ou falta de opções para algumas pessoas, é bom ter alternativas. De qualquer forma, você pode acessar o Docs através deste link.

2. Office Online

Se o Google tem um editor online, é óbvio que a Microsoft também teria um rival à altura: o Office Online. Em questões práticas, ele oferece as mesmas coisas que o Docs, mas se diferencia nas ferramentas e configurações mais avançadas.

De modo similiar ao Docs, que salva os documentos no Google Drive, o Office Online salva os arquivos automaticamente no OneDrive. Eles também podem ser baixados a qualquer hora em seu computador ou dispositivo mobile. Você conferir o editor da Microsoft neste link.

3. Quip

Diferente dos outros dois editores de texto online mencionados, o Quip não oferece ferramentas e opções muito avançadas, mas é uma ótima opção para quem só quer escrever seus textos de forma rápida e simples.

O design do site é bem intuitivo e fácil de usar em qualquer dispositivo, mas o mais bacana é que ele traz um chat para que um certo grupo de pessoas possa discutir sobre o texto em questão. Também é possível editar seus textos offline e baixá-los ao seu computador quando quiser. Você pode conhecer mais sobre o Quip através deste link.


Leia também: 10 aplicativos para Mac para escritores, jornalistas e blogueiros

4. StackEdit

Se você está precisando de um editor de texto para Markdown, o StackEdit realmente é uma das melhores soluções no mercado. Ele conta com uma interface realmente simples e pode ser acessado em qualquer dispositivo diretamente a partir do navegador. Ele também permite que seus usuários abram ou sincronizem documentos do Google Drive ou Dropbox, salvando automaticamente seus trabalhos na nuvem.

Entre os recursos disponíveis dentro do próprio editor de texto, você poderá comentar parágrafos, colaborar com outros membros de sua equipe e também poderá escrever mesmo quando não estiver conectado. a melhor parte é que ele é gratuito, acesse o site oficial através do link!

5. OnlyOfficeonlyoffice editor de texto online

O OnlyOffice pode ser descrito como uma mistura do melhor do Google Docs e o Office Online, trazendo ótimas ferramentas e um design muito funcional, sendo considerado um dos melhores editores de texto online. Ele possui uma versão gratuita e paga, cada uma com vantagens para diferentes tipos de usuário.

A melhore parte é que você pode salvar seus documentos onde quiser, incluindo o Google Drive, Dropbox e OneDrive até! Você pode acessar o OnlyOffice através deste link.

6. Hackpad

O Hackpad pertence ao Dropbox já há alguns anos e serve mais para criar páginas de wiki do que qualquer outra coisa. Ainda assim, ele também pode ser usado para criar documentos normais de forma bem simples.

É possível compartilhar seus documentos com outras pessoas, que também podem editar e dar sugestões para a edição dos textos, trazendo um aspecto de colaboração superior a muitos outros editores por aí. O Hackpad é completamente gratuito e pode ser acessado através deste link.

7. Graphite Writer

Se tudo o que você precisa é uma plataforma para poder escrever diretamente no navegador, não ficará decepcionado com o Graphite Writer. Ele é desenvolvido para que você possa rapidamente acessar o editor de onde estiver, em qualquer dispositivo.

A ferramenta não é robusta, contando apenas com as funcionalidades básicas que você precisa para produzir seus textos. Mesmo assim, ele ainda permite a adição de hyperlinks, imagens, criação de listas e vídeos.

O Graphite Writer é realmente completamente gratuito, basta fazer o login na plataforma utilizando sua conta Google e começar a digitar um novo documento, que pode ser salvo no formato .doc em seu dispositivo.

8. Zoho Docs

Zoho Docs editores de textoO Zoho Docs tem um design bem similar ao Office Online, mas com ferramentas únicas que o dá uma cara bem diferente aos editores online comuns. Ele pode ser usado tanto no aplicativo feito para web como em um app que pode ser usado direto no seu computador.

Os arquivos no PC e na internet podem ser sincronizados sempre que forem alterados e também há opções para que outras pessoas colaboram em seus textos. Você pode conferir o Zoho Docs neste link!

Curtiu estes editores de texto online?

E então, encontrou uma opção de editor online que combina mais com você? Qual delas você gostou ou usa mais? Nos conte nos comentários abaixo qual solução você pretende utilizar!

Normas da ABNT

Fonte: https://www.pravaler.com.br/normas-abnt-guia-completo-para-formatar-seu-tcc/

O que é ABNT?

Criada em 28 de setembro de 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem a função de estabelecer normatizações em processos de diversas naturezas, como as tecnológicas, industriais, serviços, acadêmicos, entre outros, com o objetivo de tornar ao alcance de todos os parâmetros obrigatórios de produção.

As diretrizes da ABNT são criadas por especialistas em diferentes áreas de atuação e são reconhecidas pelo Governo Federal, além de validadas, também, por entidades internacionais em mais 160 países por meio da ISO (International Organization for Standardization), da qual a ABNT é uma das representantes oficiais.

O que é NBR?

NBR é a sigla para Normas Brasileiras, que representam um braço das diretrizes da ABNT e funcionam como fonte de padronização de procedimentos para empresas e consultorias de diversos segmentos.

As NBRs garantem a normatização de documentos, processos produtivos e procedimentos de gestão de acordo com as regras estabelecidas na ABNT. No caso de trabalhos acadêmicos, as regras de formatação devem ser como descreveremos nos tópicos a seguir.

Principais NBRs para formatar trabalhos acadêmicos

Além de costumar trazer dor de cabeça para quem precisa entregar o TCC no fim do curso, as NBRs em trabalhos acadêmicos têm a função de padronizar a forma como as monografias são apresentadas, diminuindo os riscos de falhas na interpretação dos avaliadores. Dessa forma, todos os trabalhos partem da mesma estrutura, garantindo uma avaliação justa.

Existe um conjunto de regras específicas para estruturar o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos. Acompanhe!

NBR 14724 – Trabalho Acadêmico

Essa diretriz inicial define o que é considerado um trabalho acadêmico. Nela diz que um trabalho acadêmico é qualquer “trabalho de conclusão de curso de graduação, trabalho de graduação interdisciplinar, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento: documento que apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa, e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador.”

NBR 10520 – Citações

A 10520 da ABNT expõe as recomendações de formatação para uma citação de outro autor ou de uma outra fonte de informação que não seja autoral.

NBR 6022 – Artigos científicos impressos

Essa normatização se refere as especificações de formatação de artigos científicos, que normalmente abordam relatos de experimentos de estudo sobre algum assunto.

NBR 6023 – Referências

Essa norma trata especificamente da elaboração das referências bibliográficas que devem constar na monografia.

NBR 6027 – Sumário

A norma 6027 normatiza a enumeração das seções, capítulos e demais partes do trabalho.

NBR 6028 – Resumo e Abstract

O resumo é a “apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento”, ou seja, uma descrição breve do tema que será tratado na monografia. Já o abstract é a versão em inglês dessa prévia.

NBR 6024 – Numeração progressiva das seções

Essa norma especifica uma sequência lógica das seções de um documento para facilitar a localização de determinado assunto.

NBR 6034 – Índice

Esta norma se refere a estrutura e aos requisitos de apresentação do índice de um documento acadêmico.

NBR 15287 – Projeto de pesquisa

A norma 15287 determina as regras para o desenvolvimento do projeto de pesquisa, ou seja, o formato de trabalho que antecede a pesquisa e que deve demonstrar claramente o tema do qual irá tratar.

Normas ABNT

Qual a importância da normalização?

Em qualquer área da sociedade, a normalização de processos é extremamente benéfica e positiva para as nossas vidas – basta notar a confusão que pode ocorrer com a sua ausência. Em relação aos trabalhos acadêmicos, por exemplo, a padronização traz uniformidade e equidade na avaliação.

Padronização

A padronização imposta pela ABNT permite uma catalogação uniforme dos trabalhos dos alunos, que podem rapidamente localizá-lo em qualquer tipo de sistema ou até manualmente. Além disso, ajuda a evitar o plágio e a localizar os autores como referências em outras publicações.

Terminologia

As terminologias padronizadas facilitam e otimizam a disseminação de novos estudos, inovações e desenvolvimento de produtos.

Dimensões

Principalmente no que se refere à equipamentos e materiais no mercado, as normas da ABNT padronizam as proporções de diversos produtos, garantindo segurança, qualidade e custo justo.

Quais os objetivos da normalização?

Basicamente, a normalização tem o objetivo de tornar os processos mais simples, propondo soluções comuns para questões que afetam a vida de todos. De modo geral, a padronização tem os seguintes objetivos:

Segurança

A normalização dos padrões de segurança protege pessoas em diversos contextos. Um exemplo disso é a padronização de sinais de perigo, que podem ser transmitidos a qualquer pessoa em qualquer situação.

Comunicação

A normalização estabelece padrões de comunicação entendíveis por qualquer pessoa, ainda que falem línguas diferentes. Por exemplo, o trânsito de mercadorias poderia ser muito mais lento se todos pudessem identificar as cargas da forma que quisessem.

Eliminação de barreiras

A normalização pode interferir, inclusive, na qualidade de vida de muitas pessoas com deficiência, por exemplo, caso não existisse um padrão para as dimensões de cadeira de rodas e a entrada de edifícios ou transportes públicos, impactando diretamente na acessibilidade e no direito de ir e vir.

Formatação ABNT

Como formatar um trabalho acadêmico dentro das normas ABNT?

Fazer a formatação da monografia dentro das regras da ABNT pode ser um verdadeiro desafio. Para ajudar você nessa tarefa, vamos destrinchar todas as determinações e explicar caso a caso cada uma delas. Acompanhe!

Papel

O papel utilizado no TCC deverá ser o ofício branco ou reciclado no formato A4 (21×29,7), que deverá ter conteúdo somente no anverso da folha (na parte da frente). Somente no verso da folha de rosto deverá constar a ficha catalográfica.

Fonte

Poderão ser utilizadas somente dois tipos de fonte: Times New Roman ou Arial, no tamanho 12. Em caso de citação, tabelas, legendas ou referências, a fonte deverá ter tamanho 10.

Margens

Na Página Inicial do editor de texto, vá até Ajustar margens e depois em Margens personalizadas. Defina 3cm para as margens superior e esquerda e 2cm para as margens inferior e direita.

Espaçamentos

Ainda na Página Inicial, vá até o ícone Espaçamento, representado por duas setas para cima e para baixo dentro do campo Parágrafo. O corpo do texto deverá ter espaçamento 1,5, enquanto citações com mais de três linhas, legendas e referências deverão ter espaçamento 1,0.

Texto

Com todas as formatações indicas acima, o texto trabalho acadêmico deve ainda deve ainda ser justificado – o item pode ser encontrado na Página Inicial do Word, em Parágrafo – e ter suas letras na cor preta, com exceção das ilustrações, que podem contar com outras cores nas letras.


BRASIL PÓS VARGAS

Fonte do texto: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/quarta-republica-brasileira-1945-1964.htm

Quarta República Brasileira foi o período da história do Brasil que se iniciou em 1945, com o fim da Era Vargas, e que foi finalizado em 1964, com o Golpe Civil-Militar que deu início ao período da Ditadura Militar. Nesse período, o Brasil teve um grande salto no crescimento econômico e industrial, bem como houve uma rápida urbanização. No entanto, as desigualdades sociais existentes também aumentaram.

Presidentes desse período

Ao longo dos 21 anos do período da Quarta República, o Brasil teve diversos presidentes entre os que foram eleitos e os que assumiram, seja por morte de presidentes, seja por outros impedimentos. Os presidentes brasileiros na Quarta República foram:

  • Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

  • Getúlio Vargas (1951-1954)

  • Café Filho (1954-1955)

  • Carlos Luz (1955)

  • Nereu Ramos (1955-56)

  • Juscelino Kubitschek (1956-1961)

  • Jânio Quadros (1961)

  • Ranieri Mazzilli (1961)

  • João Goulart (1961-1964)

As eleições presidenciais aconteceram especificamente nos anos de 194519501955 e 1960. As eleições que seriam realizadas em 1965 foram impedidas de acontecer pela Junta Militar, que tomou o poder do Brasil em 1964.

Política e a Constituição de 1946

Os quadros da política brasileira nesse período tomaram forma a partir do Ato Adicional, decretado por Vargas no começo de 1945. Por ordem de Vargas, foram criadas as condições para a formação de novos partidos políticos para o Brasil, e os grandes partidos brasileiros desse período surgiram a partir de 1945.

Os três grandes partidos que atuaram ao longo do período da Quarta República foram:

  • União Democrática Nacional (UDN): partido de orientação conservadora e que tinha uma visão extremamente moralista da política. Eram extremamente antivarguistas e anticomunistas. Ao longo desse período, tentaram por diversas vezes tomar o poder a partir de medidas golpistas que iam contra a legalidade constitucional. Um grande representante desse partido foi Carlos Lacerda.

  • Partido Social Democrático (PSD): o PSD era um partido que havia surgido a partir da estrutura burocrática criada por Getúlio Vargas durante o Estado Novo. Além de ter sido criado pelos interventores que haviam sido nomeados por Vargas, o PSD teve grande capacidade eleitoral. Os quadros do PSD eram extremamente habilidosos em angariar votos e eleger candidatos, o que fez dele o maior partido do período. Um grande nome desse partido foi Juscelino Kubitschek.

  • Partido Trabalhista Brasileiro (PTB): o PTB foi criado pelo próprio Vargas como continuidade do seu projeto de estabelecer uma política de aproximação com as massas, sobretudo dos trabalhadores urbanos. Ao longo da Quarta República, o PTB aproximou sua política para implantar medidas defendidas pela esquerda. Os grandes nomes desse partido foram Getúlio Vargas e João Goulart.

Além disso, a Quarta República esteve sob as diretrizes da Constituição de 1946. Essa Constituição foi elaborada e promulgada logo após a posse do primeiro presidente eleito desse período, Eurico Gaspar Dutra. A Constituição de 1946 trouxe algumas melhorias, sobretudo em questões democráticas para o Brasil, pois restabeleceu direitos que haviam sido suspensos durante o período varguista e possibilitou a ampliação da quantidade de eleitores no Brasil.

A Constituição de 1946, no entanto, criou alguns entraves na análise dos historiadores, pois continuou excluindo os analfabetos de ter acesso ao direito de voto (só conquistaram esse direito com a Constituição de 1988), e os trabalhadores rurais continuaram excluídos das conquistas trabalhistas que haviam trazido melhorias para a condição dos trabalhadores urbanos. Por fim, uma cláusula dessa Constituição (relacionada com a questão da reforma agrária) criou uma disputa política que esteve no centro da crise que atingiu o governo de João Goulart.

Principais acontecimentos de cada governo

Eurico Gaspar Dutra, da chapa PSD/PTB, foi eleito presidente do Brasil em 1945 após derrotar o candidato udenista, Eduardo Gomes. O governo de Dutra foi marcado pela aplicação de duas políticas econômicas, primeiramente uma liberal e outra caracterizada pela intervenção do Estado na economia.

Em seu governo, Dutra desenvolveu mecanismos que restringiram consideravelmente o direito dos trabalhadores à greve. O grande destaque do seu governo foi sua política externa. A partir de 1947, o governo Dutra alinhou-se incondicionalmente com os interesses dos EUA no contexto da Guerra Fria e passou a perseguir organizações de trabalhadores e partidos de esquerda. O PCB, por exemplo, foi colocado na ilegalidade em 1947.

Em 1950, Getúlio Vargas retornou para o cargo de presidente do Brasil, dessa vez de maneira democrática. O segundo governo de Vargas foi um período atribulado e de grande crise política, sobretudo pela oposição que o projeto político-econômico do governo recebeu e pela alta da inflação.

Em seu segundo governo, Vargas procurou implantar uma política de desenvolvimento nacionalista, o que desagradou fortemente aos grupos da oposição, representados, principalmente, pela UDN e que estavam ligados ao capital internacional. Um dos motes desse projeto foi a nacionalização dos direitos de exploração do petróleo, o que levou à criação da Petrobras.

A crise política do governo de Vargas acentuou-se com a insatisfação da população com a alta da inflação e do custo de vida, levando a greves e manifestações. A nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho fez com que o governo de Vargas fosse acusado pela oposição de ser comunista – o que era falso.

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A crise desse governo chegou a um ponto insustentável quando Carlos Lacerda, principal opositor de Vargas e líder da UDN, sofreu um atentado que resultou na morte de seu guarda-costas, um major da Aeronáutica. A crise que se desdobrou disso levou Vargas ao isolamento, até que, no dia 24 de agosto de 1954, cometeu suicídio.

Após o suicídio de Vargas, a crise política no Brasil acentuou-se e, em um período de 17 meses, o Brasil teve uma sucessão de três presidentes: Café FilhoCarlos Luz e Nereu Ramos. A oposição udenista articulou-se para tentar barrar as eleições de 1955, mas o Ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, realizou um contragolpe (conhecido como Golpe Preventivo) que garantiu a posse de JK.

Juscelino Kubitschek, por sua vez, candidato da chapa PSD/PTB, foi eleito presidente do Brasil por uma margem apertada sobre o candidato udenista, Juarez Távora. Durante seu governo, JK impôs um projeto intenso de modernização econômica e industrialização do Brasil. Conhecido como Plano de Metas, o projeto de JK defendia a priorização dos investimentos em algumas áreas da economia brasileira.

JK investiu maciçamente no desenvolvimento da malha rodoviária do Brasil e na ampliação da capacidade energética do país. Outra área que recebeu pesados investimentos foi a de infraestrutura dos portos. O projeto de JK também incluía a instalação de indústrias estrangeiras no país, o que contribuiu para a geração de empregos.

O símbolo da modernização defendida por esse governo foi a construção da nova capital do Brasil, a cidade de Brasília (inaugurada oficialmente em 1960). No entanto, os altos gastos de JK contribuíram para o endividamento do Brasil e para o crescimento da inflação. Outro ponto extremamente negativo foram os baixos investimentos realizados na área da educação e da produção de alimentos, o que criou graves problemas que estouraram na década de 1960.

Em 1960, as eleições presidenciais decretaram a vitória, pela primeira vez, de um candidato udenista: Jânio Quadros. Sua campanha foi baseada em um discurso moralista, no qual afirmava que limparia a política brasileira de toda a imoralidade. O governo de Jânio, no entanto, foi repleto de medidas desastradas.

Sua postura na presidência fez com que diversos atritos com o Congresso surgissem, inclusive, com a sua própria base de apoio, formada pela UDN. Além disso, Jânio tomou medidas na economia que levaram ao aumento no custo de vida e medidas peculiares que desagradaram à população (como a proibição do uso de biquíni nas praias).

Foi a sua política externa, porém, que colocou fim a todo o apoio que lhe restava. Jânio impôs uma política conhecida como Política Externa Independente, na qual o país realinhava suas relações com os EUA e abria o caminho para negociações diplomáticas com o bloco soviético. Isso desagradou fortemente aos seus aliados conservadores. Jânio, isolado, renunciou à presidência ainda em 1961.

A sucessão presidencial foi caótica, uma vez que o exército não aceitava a posse de Jango (João Goulart), acusando-o de ser um comunista. O Brasil esteve às vias de uma guerra civil quando uma alternativa política foi adotada: Jango assumiu a presidência em um regime parlamentarista.

O parlamentarismo durou pouco tempo e, em janeiro de 1963, Jango obteve seus plenos poderes presidenciais. A partir daí, propôs a realização de mudanças estruturais no país que ficaram conhecidas como Reformas de Base. Estas propunham mudanças em diferentes áreas do Brasil, e a negociação para sua implantação paralisou o governo de Jango, sobretudo na questão da Reforma Agrária.

Os grupos oposicionistas representados pela UDN passaram a conspirar um golpe contra o governo de João Goulart. À medida que o desgaste foi aumentando, os membros do PSD migraram para a oposição. Enquanto tudo isso acontecia, o governo americano interferia nos rumos da política brasileira, financiando eleições de políticos conservadores e instituições para organizar um golpe.

A realização do Golpe Civil-Militar articulou o grande empresariado do Brasil (portanto, civis), que estava reunido no Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (Ipes), com lideranças das Forças Armadas, que planejavam havia anos a imposição de um governo autoritário no Brasil. O golpe iniciou-se a partir da rebelião de um grupo das Forças Armadas em Juiz de Fora, no dia 31 de março de 1964, e consolidou-se no dia 2 de abril, quando Auro de Moura declarou vago o cargo de presidente no Brasil, o que colocou fim à experiência democrática da Quarta República.

*Créditos da imagem: Robert Napiorkowski e Shutterstock

Um dos grandes acontecimentos da Quarta República foi a fundação da nova capital do Brasil, nomeada de Brasília*
Um dos grandes acontecimentos da Quarta República foi a fundação da nova capital do Brasil, nomeada de Brasília*

O POVO HEBREU

Fomte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/mineracao-no-brasil-colonial.htm

O povo hebreu, ou hebraico, também conhecidos como israelitas ou judeus, faz parte de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade – a civilização hebraica.

Destacam-se, também, na civilização antiga, os persas e fenícios.

Origem

Esse povo que inicialmente vivia na Mesopotâmia, era um povo nômade e vivia em busca de solo favorável para a criação do seu gado.

Por volta de 2000 a.C. foram para a Palestina, atual Israel, por orientação de Abraão, em busca da Terra prometida – Canaã.

Anos depois, em decorrência da seca que atingiu a Palestina, os hebreus foram para o Egito, onde, passado algum tempo, começaram a ser escravizados, sendo libertados da escravidão por Moisés no conhecido episódio bíblico da travessia do Mar Vermelho em que se Moisés abre uma passagem e divide o mar para que os hebreus fujam de regresso à Palestina.

No Antigo Testamento da Bíblia, há muitos relatos sobre esse povo da Antiguidade, de origem semita. Veja o trecho do Livro de Êxodo sobre a travessia:

Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.
E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar
.” (Êxodo 14:21-23)

Economia

Enquanto dedicavam-se à pecuária, o povo hebreu era um povo nômade, mas de regresso à Palestina passou a se dedicar à agricultura, ao artesanato e ao comércio, se tornando, assim, um povo sedentário.

Religião

Judaísmo é o nome da religião desse povo. Os hebreus eram monoteístas e cultuavam a Javé. A sua religião estava baseada nos Dez Mandamentos, escritos por Deus nas Tábuas da Lei e entregues a Moisés, no Monte Sinai.

Sociedade

A governação do povo hebreu passou por três períodos: patriarcas, seguidamente, juízes e, finalmente, reis.

Patriarcas: Abraão, Isaac e Jacó
Juízes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel
Reis: Saul, Davi e Salomão

Após a morte do rei Salomão, e na sequência da revolta do povo contra a desigualdade social oriunda do pagamento de altos impostos, a Palestina foi dividida em dois reinos, formadas por 10 tribos de Israel e por 2 tribos de Judá.

Anos mais tarde, os reinos foram conquistados pelos assírios e pelos babilônios, respetivamente. Data dessa altura o Cativeiro da Babilônia. Séculos depois Jerusalém é destruída e os judeus são obrigados a dispersar-se. É a conhecida Diáspora Judaica.

Herança cultural

Visto que o cristianismo tem origem na religião judaica, a civilização hebraica influenciou largamente a civilização contemporânea.

Os hebreus construíram grandes palácios e templos, o maior deles foi o Templo de Jerusalém, que foi destruído pelos romanos, dele sobrando apenas um muro, o qual atualmente é conhecido como o Muro das Lamentações que compõe o Patrimônio Mundial da Humanidade.

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SOCIEDADE MINERADORA


Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/mineracao-no-brasil-colonial.htm

Durante os dois primeiros séculos da Colonização do Brasil, a atividade econômica estava relacionada principalmente com o modelo agropastoril, sobretudo ao sistema da plantation, desenvolvido no Nordeste, isto é, ao cultivo de grandes latifúndios monocultores, como o da cana-de-açúcar. A razão para isso vinha do fato de que, ao contrário dos espanhóis, que encontraram com maior facilidade outras fontes de riqueza, como metais preciosos, em suas colônias americanas; no Brasil, a obtenção de lucros com pedras e metais precisos só ocorreu no século XVIII, via prospecção, no interior do território.

As condições para o desenvolvimento da mineração no Brasil foram dadas pelo processo de desbravamento do interior da colônia operado pelas denominadas Entradas e bandeiras, que consistiam em expedições armadas que saíam da Capitania de São Paulo rumo ao sertão, com o objetivo de apresar índios, destruir quilombos e encontrar metais preciosos. No ano de 1696, uma dessas expedições conseguiu encontrar jazidas de ouro nas regiões montanhosas de Minas Gerais, onde teve início a ocupação do Vale do Ouro Preto.

Nessa e em outras regiões de Minas (e depois em Goiás e no Mato Grosso), o ouro, inicialmente, era encontrado na forma de aluvião – um tipo sedimentado do metal solvido em depósitos de cascalho, argila e areia. Logo em seguida, começou-se a exploração de rochas localizadas nas encostas das montanhas, empregando-se a técnica conhecida como grupiara. Grandes sistemas de prospecção foram construídos, desde escavações das encostas até canais de drenagem e ventilação.

A exploração do ouro em Minas desencadeou uma grande onda migratória de portugueses e de pessoas de outras regiões da colônia no século XVII. Cerca de 30 a 50 mil aventureiros vieram em direção às minas à procura de enriquecimento. A densidade populacional aumentou sobremaneira nessa região e aumentaria ainda mais com a presença dos escravos que, encarregados do trabalho braçal, passaram a compor a base da sociedade mineradora, como aponta o historiador Boris Fausto:

“Na base da sociedade estavam os escravos. O trabalho mais duro era da mineração, especialmente quando o ouro do leito dos rios escasseou e teve de ser buscado nas galerias subterrâneas. Doenças como a disenteria, a malária, as infecções pulmonares e as mortes por acidentes foram comuns. Há estimativas de que a vida útil de um escravo minerador não passava de sete a doze anos. Seguidas importações atenderam às necessidades da economia mineira, inclusive no sentido de substituir a mão de obra inutilizada.” [1]

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Além da formação de uma nova composição social, houve também um novo sistema de fiscalização, desenvolvido pela Coroa Portuguesa especialmente para a atividade mineradora. Esse sistema começava com a política de distribuição das terras, que eram repartidas em datas ou lotes para exploração. Cada arrendatário de um lote tinha o direito de explorar as jazidas de seu domínio, desde que respeitasse o Regimento dos Superintendentes, Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as minas de Ouro, que foi elaborado em 1702. Esse regimento criou a Intendência das Minas, um tipo de governo especial vinculado diretamente a Lisboa.

A primeira resolução da Intendência das Minas foi estipular a porcentagem do tributo da riqueza obtida em cada jazida. A primeira forma de tributo foi o quinto, isto é, 20% do que era produzido na prospecção deveria ser remetido à Coroa Portuguesa. Entretanto, esse sistema mostrou-se muito vulnerável e passível de fraudes, fato que obrigou a coroa a estipular outro sistema, o da finta, que consistia na remessa de 30 arrobas anuais de ouro para a Coroa. Houve ainda a criação das Casas de Fundição, cujo objetivo era transformar todo o ouro extraído em barras, na própria colônia, após ter sido retirada a quinta parte, que era remetida à Coroa. Só depois desse processo, os mineradores tinham o direito de negociar a parte que lhe restava.

Mais adiante, a coroa portuguesa ainda associou aos tributos um sistema de capitação, que estipulava também porcentagens sobre as posses do minerador, como os seus escravos. Além disso, o governo português criou o sistema da derrama, uma espécie de cobrança retroativa dos quintos atrasados e de um imposto a mais sobre aqueles que eram cobrados. Essas medidas acabaram por resultar em alguns conflitos coloniais, como a Revolta de Vila Rica, em 1720e a Guerra dos emboabas.

Na década de 1730, houve, ainda em Minas, a criação do Distrito diamantino, que passou a ser dirigido pela Intendência dos Diamantes. O objetivo era estabelecer o controle sobre a administração da extração de diamantes, tal como já havia sido feito com o ouro.

NOTAS:

[1]: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. p. 89.

* Créditos da imagem: Commons


Por Me. Cláudio Fernandes

A atividade mineradora no Brasil só se efetivou no século XVIII *
A atividade mineradora no Brasil só se efetivou no século XVIII *