terça-feira, 15 de junho de 2021

INTRODUÇÃO AO ASPECTOS NATURAIS DO CONTINENTE EUROPEU - EXERCÍCIOS

 Exercícios da Semana - Esta folha deverá ser devolvida na escola – Roteiro 9!

1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, aponte as principais características do relevo e hidrografia do continente europeu.


 

2-    Observe a arte presente ao fim da página 25, a seguir aponte quais são os rios que se destacam no continente europeu, bem como sua importância econômica e social.


 

3-    Mediante a leitura da página 26 e 27, aponte quais são as principais formações vegetais do continente europeu, após isso coloque também os principais tipos de clima do continente.


4-    De acordo com a leitura da página 34, explique o porquê podemos atribuir a seguinte frase para designar o continente europeu “Europa: menos bebes e mais idosos”.


COMO SE MEDE O DESENVOLVIMENTO DE UM PAÍS? - EXERCÍCIOS

 Exercícios da Semana - Esta folha deverá ser devolvida na escola – Roteiro 9!

1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, como podemos conceituar “Desenvolvimento”? (Dica: Observe a página 86).


 

2-    Observe a arte presente ao fim da página 87, qual a justificativa para se analisar com cuidado com a expectativa de vida de um país? Como influencia o desenvolvimento do país?


 

3-    Mediante a leitura da página 88, aponte o que significa “IDH” e como este indicador explica o desenvolvimento das nações.


4-    De acordo com a leitura das páginas 93 e 97, quais são as principais diferenças entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos?


BRASIL – MIGRANTES BRASILEIROS - EXERCÍCIOS

 1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, explique o termo “brasileiros migrantes” (Dica: Observe a página 105).


 

2-    Observe a arte presente ao fim da página 106, qual a justificativa para apontar que o Brasil é um país diversificado quando falamos de grupos étnicos?


 

3-    Mediante a leitura da página 107, aponte quais são os principais destinos de brasileiros que deixam nosso país, por que tomam esta decisão?


4-    De acordo com a leitura da página 107-108, explique como se dá a imigração para o Brasil atualmente.

Migrações no Brasil

 Fonte do texto: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/migracoes-no-brasil.htm

O termo ”migrações” corresponde à mobilidade espacial da população, ou seja, é o ato de trocar de país, de região, de estado ou até de domicílio. Esse fenômeno pode ser desencadeado por uma série de fatores: religiosos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos e ambientais.

No Brasil, os aspectos econômicos sempre impulsionaram as migrações internas. Durante os séculos XVII e XVIII, a intensa busca por metais preciosos desencadeou grandes fluxos migratórios com destino a Goiás, Mato Grosso e, principalmente, Minas Gerais. Em seguida, a expansão do café nas cidades do interior paulista atraiu milhares de migrantes, em especial mineiros e nordestinos.

No século XX, o modelo de produção capitalista criou espaços privilegiados para a instalação de indústrias no território brasileiro, fato que promoveu a centralização das atividades industriais na Região Sudeste. Como consequência desse processo, milhares de brasileiros de todas as regiões se deslocaram para as cidades do Sudeste, principalmente para São Paulo.

Outra consequência do atual modelo de produção é a migração da população rural para as cidades, fenômeno denominado êxodo rural. Essa modalidade de migração se intensificou nas últimas cinco décadas, pois as políticas econômicas favorecem os grandes latifundiários (empréstimos bancários), além da mecanização das atividades agrícolas em substituição da mão de obra.

A Região Sudeste que, historicamente, recebeu o maior número de migrantes, tem apresentado declínio na migração, consequência da estagnação econômica e do aumento do desemprego na região. Nesse sentido, ocorreu uma mudança no cenário nacional dos fluxos migratórios, onde a Região Centro-Oeste passou a ser o principal destino.

As políticas públicas de ocupação e desenvolvimento econômico da porção oeste do território brasileiro intensificaram a migração para o Centro-Oeste. Entre as principais medidas para esse processo estão: construção de Goiânia, construção de Brasília, expansão da fronteira agrícola e investimentos em infraestrutura. O reflexo dessa política é que 30% da população do Centro-Oeste são oriundas de outras regiões do Brasil, conforme dados de 2008 divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Outro aspecto das migrações internas no Brasil é que os fluxos são mais comuns dentro dos próprios estados ou regiões de origem do migrante. Esse fato se deve à descentralização da atividade industrial no país, antes concentrada na Região Sudeste e em Regiões Metropolitanas.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

Êxodo rural, modalidade de migração muito comum no Brasil
Êxodo rural, modalidade de migração muito comum no Brasil

ESTRUTURA INTERNA DA TERRA - EXERCÍCIOS

 Exercícios da Semana - Esta folha deverá ser devolvida na escola – Roteiro 9!

1-    De acordo com as leituras propostas nesta semana, quais são as principais características das 3 principais camadas da estrutura internada a Terra?


 

2-    Observe a arte presente na página 82, como se organiza a escala de tempo geológico? Qual a utilidade desta organização? Quais são as grandes unidades de tempo?


 

3-    Mediante a leitura da página 83, conceitue e descreva o que relata a Teoria das tectônicas de placas.


4-    De acordo com a leitura das páginas 84 e 85, quais são as principais diferenças entre os limites tectônicos? O que cada um deles pode ocasionar se movimentações bruscas ocorrerem?


Como usar o Google Drive

 Você pode armazenar seus arquivos com segurança e abri-los ou editá-los em qualquer dispositivo usando o Google Drive.

Primeiros passos no Google Drive

Você tem 15 GB de espaço gratuito no Drive. Saiba o que ocupa espaço no Google Drive e onde comprar mais espaço.

Etapa 1: acessar drive.google.com

Acesse drive.google.com no computador. Em "Meu Drive", você verá:

  • os arquivos e as pastas que sincronizar ou dos quais fizer upload;
  • os Documentos, Planilhas, Apresentações e Formulários Google que criar.

Saiba como fazer backup e sincronizar os arquivos do Mac ou PC.

Etapa 2: fazer o upload de arquivos ou criar novos

Você pode fazer o upload dos arquivos do seu computador ou criar novos no Google Drive.

Etapa 3: compartilhar e organizar arquivos

Compartilhe arquivos ou pastas para que outras pessoas possam vê-los, comentá-los ou editá-los.

Para ver os arquivos que outras pessoas compartilharam com você, acesse a seção Compartilhados comigo em "Meu Drive".

5 truques para fazer uma apresentação campeã no Google Apresentações

 Fonte do texto: https://www.qinetwork.com.br/5-truques-para-fazer-uma-apresentacao-campea-no-google-apresentacoes/

Quase todo mundo já teve, alguma vez na vida, que fazer uma apresentação em público — seja um trabalho da escola ou da faculdade, ou algum projeto novo do trabalho. Embora a maior parte das pessoas não goste do momento de falar para um público atento, hoje em dia isso é menos doloroso do que há alguns anos. Com o avanço da tecnologia e o surgimento de programas como o Google Apresentações, apresentar detalhes sobre um conteúdo ficou mais dinâmico, simples e até divertido.

Mas mesmo que a ferramenta seja fácil de usar e você possa aproveitar os recursos para valorizar seus slides, é preciso dominar alguns truques para fazer, de fato, uma apresentação campeã. Veja quais são os principais:

Trace um roteiro

Antes de começar a colocar o conteúdo nos slides, trace, por escrito, um roteiro de tudo o que é importante de ser abordado. Liste apenas os pontos que convergem diretamente para o tema central da sua apresentação. Cuidado para não se alongar demais. O segredo das apresentações de sucesso é serem dinâmicas e objetivas, assim seu interlocutor consegue prestar atenção a todos os itens.

 

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 Delimite um tempo de duração

Se por acaso, seu chefe ou professor não definiram o tempo de duração da apresentação, você mesmo deve fazer isso. Uma dica é nunca ultrapassar 45 minutos. Isso porque alguns especialistas e educadores acreditam que a curva de atenção da maioria das pessoas (o tempo em que alguém consegue ficar concentrado em algo) é de cerca de 45 minutos e depois disso o interesse começa a diminuir. Ainda não há evidências que possam comprovar isso de forma rígida, mas, em todo caso, talvez esse seja tempo suficiente para você dizer “a que veio”.

Faça as contas

De posse do roteiro e do tempo total, agora você precisa calcular quantos minutos vai dispensar a cada slide (e quantos serão). Lembre-se de reservar cerca de 1 ou 2 minutos iniciais para você se apresentar e fazer algumas considerações, e de deixar cerca de 10 ou 15 minutos para perguntas no final. Depois é só dividir o tempo que sobrou pela quantidade de slides que você pretende produzir (ajuste conforme necessário). Vamos imaginar que você fará uma apresentação de 45 minutos totais, aprenda a fazer o cálculo:

  • Tempo total: 45 minutos
  • Considerações iniciais: 2 minutos
  • Tempo para a apresentação: 33 minutos (se forem 10 slides cada um terá cerca de 3,3 minutos)
  • Perguntas (ao final): 10 minutos

Escolha o template

Template (ou tema) é a “cara”, o layout geral da sua apresentação. No Google Slides, assim que você clicar em “Criar” uma janela se abrirá com opções de layout pré-configurados para você usar. É claro que você pode definir seu próprio estilo e ir padronizando as páginas, mas usar os modelos prontos é a maneira mais rápida de deixar tudo atraente. Basta escolher um tema que te agrade e começar a inserir conteúdo.

Templates

 

Cuide do conteúdo

Diretrizes gerais organizadas, é hora de produzir o conteúdo. Toda boa apresentação tem os seguintes fatores em comum:

Informações organizadas: bem dispostas na página — dê destaque ao que for mais relevante.

Pouco texto: não se alongue, slide não é para ser lido, é para servir de roteiro e complemento daquilo que você está explicando.

Imagens: se bem escolhidas, elas ajudam na compreensão.

Padrão: lembre-se de estabelecer um padrão para que todos os slides tenham uma identidade visual.

Com esses cinco truques essenciais, você certamente fará uma apresentação de sucesso, só não se esqueça de ensaiar um pouquinho antes, afinal, não custa nada ver se está tudo funcionando corretamente, se os slides seguem mesmo sua linha de raciocínio e se você não acabou se esquecendo de alguma coisa. Ajuste o que for preciso e boa sorte!

Como alinhar e formatar textos em um documento do Word

Fonte do texto: https://canaltech.com.br/software/como-alinhar-texto-no-word/

 Além das ferramentas de alinhamento padrão que a maioria dos usuários já conhece, o Microsoft Word conta com outras configurações avançadas de alinhamento. Com elas, os usuários podem formatar documentos, e até mesmo textos acadêmicos que seguem as regras da ABNT.

Com as abas de menu do Word, os usuários podem alinhar o texto horizontalmente, verticalmente, ou podem ajustar o alinhamento entre margens. Confira neste tutorial como alinhar texto no Word utilizando as ferramentas padrões, fazendo ajustes no parágrafo ou ajustando o layout da página.

Como alinhar texto no Word

Abra o Microsoft Word e, na aba “Página inicial”, você pode usar as ferramentas tradicionais de alinhamento da ferramenta. Você pode deixar o texto alinhado à esquerda, ou apertar o atalho “Ctrl + Q”.

Você pode alinhar o texto à esquerda com o menu do Word ou apertando o atalho "Ctrl + Q" (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Você pode deixar o texto centralizado, ou apertar o atalho “Ctrl + E”.

Você pode centralizar o texto com o menu do Word ou apertando o atalho "Ctrl + E" (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Você pode deixar o texto alinhado à direita, ou apertar o atalho “Ctrl + G”.

Você pode alinhar o texto à esquerda com o menu do Word ou apertando o atalho "Ctrl + G" (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Para textos corridos, você pode deixar alinhadas as duas bordas, clicando em "Justificar", ou apertando o atalho do teclado "Ctrl + J".

Você pode justificar o texto com o menu do Word ou apertando o atalho "Ctrl + J" (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Como ajustar o parágrafo no Word

Para alinhamentos mais avançados de parágrafo, clique no inicializador do menu “Parágrafo”. No item “Alinhamento”, você pode selecionar o tipo de formatação que você quer para o parágrafo.

Abra o menu de "Parágrafo" e, no item "Alinhamento", selecione uma das opções (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Você ainda pode fazer configurações de recuo e espaçamento nas linhas e nas margens do texto, caso seja algum documento que exija este tipo de formatação. Clique em “Ok” ao final da janela para finalizar as edições.

Você ainda pode fazer configurações de recuo e espaçamento do texto (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Como ajustar o layout da página no Word

Para configurar o layout da página, clique em “Layout” no menu superior e, em seguida, inicialize o menu “Configurar Página”.

Na aba "Layout", abra o menu "Configurar Página" (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Com o menu aberto, selecione a aba “Layout” e você pode ajustar cabeçalhos, rodapés e ajustar o alinhamento vertical do texto na página para “Superior”, “Centralizado”, “Justificado” ou “Inferior”. Aplique ao documento inteiro ou do ponto do cursor em diante e clique em “Ok” ao finalizar as edições.

Na aba "Layout", ajuste o alinhamento vertical do seu texto para o documento inteiro ou parte dele (Captura de tela: Matheus Bigogno)

Pronto! Agora você pode alinhar os seus textos do Word utilizando as ferramentas padrões, ajustando o parágrafo ou mudando o layout da página que você está editando.

domingo, 13 de junho de 2021

O QUE MUDA EM HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

 Fonte:https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/86/o-que-muda-em-historia-para-o-ensino-fundamental


O passado deve dialogar com o presente. Esse é um dos pontos principais que a BNCC traz para o ensino de História. De acordo com a Base, é preciso “transformar a história em ferramenta a serviço de um discernimento maior sobre as experiências humanas e das sociedades em que se vive”. Sendo assim, os alunos não devem apenas aprender sobre os fatos de maneira distante ou fora de contexto a outros fenômenos e, principalmente, do próprio presente.

O que isso significa?

Isso significa que através de processos, como os cinco propostos pela Base, os alunos devem ser estimulados a fazer uma leitura crítica dos fatos históricos. Para que isso aconteça, é essencial que todos sintam-se motivados a partir dos conhecimentos que adquirem nas aulas, a formularem perguntas sobre o passado e sobre o presente. Os alunos devem ser incentivados a apresentarem suas hipóteses e interpretações acerca dos fatos para questionar e confrontar o conhecimento histórico pré-estabelecido.

Por isso, é preciso planejar aulas que permitam que os conhecimentos do professor se transformem em instrumentos de construção do saber, com espaço para uma postura ativa dos estudantes diante de suas aprendizagens.

Veja quais são os cinco processos e como aplicá-los: 

Identificação 

O que é: O processo de reconhecimento de uma questão ou objeto a ser estudado.

Como conduzir o aluno nesse processo: A partir da formulação de perguntas como:

1. "O que é?
2. "Como é possível descrevê-lo?”
3. “Como pode ser lido?”
4. “Que conhecimentos precisam ser mobilizados para reconhecer o objeto?”
5. “A quais componentes culturais ele está intrinsecamente ligado?”
6. “Qual é o sentido que nossa cultura atribui a ele?”

Um exemplo: No início do processo de pesquisa sobre uma questão histórica, ao tomar contato com um objeto, é possível reconhecer em detalhe a sua linguagem. Identificar um mapa ou uma planta ou até mesmo ler uma escala são atividades recomendadas nessa etapa. Identificar é também desnaturalizar a visão que se tem de determinado objeto de estudo, tentando apenas vê-lo como é, sem a “interferência” dos componentes culturais.


Comparação

O que é: Conhecer o outro percebendo suas semelhanças e diferenças. Ao comparar, crianças e jovens podem ter uma melhor compreensão dos fenômenos, dos processos históricos e das fontes documentais.

Como conduzir o aluno nesse processo: Apresentando fatos históricos correlacionados, de modo que o aluno possa ampliar seus conhecimentos em relação a outros povos e de  seus costumes específicos. O pensamento articulado entre as dimensões do ‘eu’, do ‘outro’ e do ‘nós’ preparam os alunos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação, estimulando também o respeito à pluralidade cultural, social e política.

Um exemplo: No ano de 1500, a cidade do México Tenochitlán tinha entre 500 mil e 1 milhão de habitantes e ostentava uma estrutura urbana complexa com aquedutos e diques. Na mesma época, Paris tinha cerca de 200 mil habitantes e Veneza, 105 mil. Apenas cinco cidades da Europa tinham mais de 100 mil habitantes naquela época. “A comparação aliada à identificação quantitativa permite ao aluno ver o mundo a partir de uma outra proporção”, explica Janice Theodoro da Silva, professora aposentada da da FFLCH-USP (Departamento de História).


Contextualização 

O que é: Localizar momentos e lugares específicos em que determinados fatos históricos ocorreram no momento de atribuir sentidos e significados.

Como conduzir o aluno nesse processo: O aluno deve identificar o momento em que uma circunstância histórica é analisada e as condições específicas daquela realidade. Um evento não deve ser estudado de forma isolada, mas inserido em um quadro amplo de referências sociais, culturais e econômicas.

Um exemplo: O aluno pode ser estimulado a pensar sobre questões secundárias que ajudarão a construir o contexto. Perguntas a serem feitas:

1. “O que é preciso saber para administrar uma cidade com 1 milhão de habitantes?”
2. “Como aconteceram os processos civilizatórios”

A Base sugere que, em meio aos debates propostos em sala de aula, que sejam destacadas as dicotomias entre Ocidente e Oriente e os modelos baseados na sequência temporal de surgimento, auge e declínio. Ambos dão conta de explicar questões históricas complexas.


Interpretação

O que é: Posicionar-se criticamente sobre o conteúdo estudado em sala de aula. Segundo o texto da Base “interpretações variadas sobre um mesmo objeto tornam mais clara, explícita, a relação sujeito/objeto e, ao mesmo tempo, estimulam a identificação das hipóteses levantadas”.

Como conduzir o aluno nesse processo: Diante de um mesmo fato, os alunos devem ser capazes de levantar diversas  hipóteses e desenvolver argumentos acerca delas. O estudante pode, por exemplo, ser chamado a questionar: “O que torna um determinado evento um marco histórico?”.

Um exemplo: No momento de interpretar, o aluno pode construir argumentos sobre o conteúdo estudado, discutir com os pares e selecionar diferentes proposições. “Pode perguntar e responder questões como: por que o incêndio nas Torres Gêmeas é um marco histórico e um outro incêndio de uma casa em São Paulo não é?”, sugere Janice.


Análise 

O que é: Problematizar a própria escrita da história, considerando as pressões e restrições de que ela também é fruto, da mesma forma como as outras produções da sociedade em que vivemos).

Como conduzir o aluno nesse processo: É possível propor atividades para que os alunos construam hipóteses sobre as questões ideológicas abordadas em sala de aula. Algumas questões norteadoras:

1. “Como foi produzido aquele saber?”
2. “Para que serve?”
3. “Quem o consome?”
4. “Seu significado se alterou no tempo e no espaço?”

Um exemplo: Ao se deparar com um fato histórico, além de conhecê-lo, o aluno deve ser capaz de compreender que é um produto de um embate de forças que resulta na elaboração de significados, que podem ser reinterpretados. É interessante que o estudante reconheça as tenso?es sociais, culturais, religiosas, poli?ticas e econo?micas intrínsecas ao processo de formação das sociedades que se sucederam ao longo do tempo. Ao analisar o desenvolvimento de diversos povos, no século 14, por exemplo, é importante que o aluno compreenda que toda a história é contada a partir de uma determinada perspectiva que pode ser desconstruída.

domingo, 30 de maio de 2021

Sensoriamento Remoto

 Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/sensoriamento-remoto.htm#:~:text=O%20sensoriamento%20remoto%20%C3%A9%20o,sensores%20e%20instrumentos%20em%20geral.

sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas e procedimentos tecnológicos que visa à representação e coleta de dados da superfície terrestre sem a necessidade de um contato direto. Assim sendo, toda a informação é obtida por meio de sensores e instrumentos em geral. Tal processo vincula-se ao tratamento, armazenamento e análise de tais dados para que se conheça melhor os fenômenos que se apresentam na superfície.

A utilização desse tipo de técnica é de fundamental importância no contexto atual das sociedades, pois ela é capaz de revelar muitos dados geográficos e até históricos concernentes aos espaços naturais e também sociais, como a distribuição das áreas florestais, o avanço do desmatamento, o crescimento das áreas urbanas, etc.

Pode-se dizer que o sensoriamento remoto surgiu logo após a invenção da máquina fotográfica, quando se tornou possível o registro de imagens a partir do céu. Inicialmente, utilizavam-se pombos ou balões a fim de captar imagens da superfície vistas de cima, geralmente para o reconhecimento de lugares ou produção de mapas. Em tempos de guerra, essa foi também uma importante estratégia para o reconhecimento do território inimigo, o que auxiliava na elaboração de planos de ataque e contra-ataque.

E por falar em guerra, foi durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que esse sistema começou a aperfeiçoar-se por meio da utilização de aviões então recentemente inventados. O conjunto de técnicas de registro da superfície por meio da fotografia foi chamado de aerofotogrametria, que, além do registro da imagem, consistia também no tratamento dessa e de suas adaptações para a produção de visualizações de áreas inteiras. Esse procedimento é até hoje amplamente realizado.

Além da aerofotogrametria, outro recurso de sensoriamento remoto bastante utilizado são os satélites. Com eles, tornou-se possível o registro de imagens em pequena escala, ou seja, de amplas áreas; ou, até mesmo, de mapas com escalas variadas e flexíveis, possibilitando o manejo para diferentes mapas de localização e temáticos.

Entre os satélites mais importantes e utilizados por nós para a observação e registro de informações da superfície estão o Landsat e o CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). O primeiro foi pela primeira vez lançado pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) em 1972, tendo outras versões mais modernas construídas posteriormente, de modo que a mais recente é a Landsat 7. Já o CBERS é resultado de uma parceria entre o Brasil e a China, cujo primeiro lançamento ocorreu em 1999, enquanto o mais recente, o CBERS 3, foi lançado em 2011.

Os satélites estão entre os mais importantes elementos do sensoriamento remoto
Os satélites estão entre os mais importantes elementos do sensoriamento remoto

Graças aos satélites, são possíveis as confecções de mapas temáticos com as mais variadas escalas de abrangência, conforme já mencionamos. Assim, é possível obter informações e registrar cartogramas sobre formas de relevo, topografia, ocupação humana, entre outros. Há também a funcionalidade meteorológica, em que a movimentação das massas de ar é captada de modo a auxiliar na previsão do tempo, que também conta com outros muitos instrumentos.

Podemos dizer, portanto, que o sensoriamento remoto é um dos maiores avanços já produzidos pela ciência e tecnologia no que se refere ao estudo da superfície terrestre e, por que não dizer, de todos os elementos que compõem a biosfera. Assim, conseguiu-se avanço no monitoramento de fenômenos naturais e também antrópicos, tais como o monitoramento do avanço do desmatamento e outros. Um bom exemplo também de sensoriamento remoto é o Google Earth, que integra uma combinação de imagens de satélite, aerofotogrametrias e até imagens registradas nas ruas a fim de nos auxiliar na localização e no deslocamento pelos diferentes lugares.


Por Me. Rodolfo Alves Pena

O sensoriamento remoto possibilita um maior conhecimento acerca da superfície terrestre
O sensoriamento remoto possibilita um maior conhecimento acerca da superfície terrestre

Transformação no espaço geográfico

 Fonte:https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/transformacao-no-espaco-geografico.htm


O espaço geográfico corresponde ao espaço construído e alterado pelo homem; e pode ser definido com sendo o palco das realizações humanas nas quais estão as relações entre os homens e desses com a natureza. O espaço geográfico abriga o homem e todos os elementos naturais, tais como relevo, clima, vegetação e tudo que nela está inserido.


O espaço geográfico em sua etapa inicial apresentava somente os aspectos físicos ou naturais presentes, como rios, mares, lagos, montanhas, animais, plantas e toda interação e interdependência entre eles. O surgimento do homem, desde o mais primitivo, que começou a interferir no meio a partir do corte de uma árvore para construção de um abrigo e para caça, impactou e transformou o espaço geográfico.


Nesse primeiro momento, as transformações eram quase que insignificantes, uma vez que tudo que se retirava da natureza servia somente para sanar as necessidades básicas de sobrevivência, processo chamado de “meios de existência”. Toda modificação executada na natureza é proveniente do trabalho humano.


É através do trabalho que o homem é capaz de construir e desenvolver tudo aquilo que é indispensável à sua sobrevivência. O termo “trabalho” significa todo esforço físico e mental humano com finalidade de produzir algo útil a si mesmo ou a alguém.


O conjunto de atividades desempenhadas pelas sociedades continuamente promove a modificação do espaço geográfico. A partir da Primeira Revolução Industrial, o homem enfatizou a retirada de recursos dispostos na natureza a fim de abastecer as indústrias de matéria-prima, que é um item primordial nessa atividade, ao passo que a população crescia acompanhada pelo alto consumo de alimentos e bens de consumo.


Com o avanço tecnológico, o homem criou uma série de mecanismos para facilitar a manipulação dos elementos da natureza, máquinas e equipamentos facilitaram a vida do homem e dinamizaram o processo de exploração de recursos, como os minerais, além do desenvolvimento de toda produção agropecuária com a inserção de tecnologias, como tratores, plantadeiras, colheitadeiras e muitos outros.


Na produção agropecuária se faz necessário transformar o meio, pois retira-se toda cobertura vegetal original que é substituída por pastagens e lavouras. Dessas derivam outros impactos como erosão, poluição e contaminação do solo e dos mananciais.

Na extração mineral, o espaço geográfico é bastante atingido, sofrendo profundos impactos e mudando de forma drástica todo arranjo espacial do lugar que está sendo explorado.


Nos centros urbanos, as alterações são percebidas nas construções presentes, essas transformações ocorrem em loteamentos que em um período era somente uma área desabitada e passou a abrigar construções residenciais, além de áreas destinadas ao comércio e indústria. Desse modo, nas cidades de todo mundo sempre ocorrem modificações no espaço, são identificadas nas novas construções, nas reformas de residências, lojas e todas as formas de edificações.


Diante dessas considerações constata-se que o espaço geográfico não é estático, pois até mesmo a deteriorização de um edifício ou monumento é considerado uma alteração do espaço e automaticamente da paisagem, por isso as mudanças são contínuas e dinâmicas. O espaço geográfico é produto do trabalho humano sobre a natureza e todas as relações sociais ao longo da história.


As constantes intervenções humanas no espaço causam uma infinidade de degradação que recentemente tem se voltado contra o homem. Desse modo, a natureza está devolvendo tudo aquilo que as ações antrópicas causaram. São vários os exemplos decorrentes das profundas alterações ocorridas principalmente no último século no planeta, como o aquecimento global, efeito estufa e escassez de água.


As décadas de exploração ocasionaram a extinção, somente no século XX pelo menos 15% das espécies da fauna e da flora foram extintas.


A partir das afirmativas, fica evidente que o homem necessita da natureza para obter seu sustento, no entanto, o que tem sido promovido é uma exploração irracional dos recursos. Se continuar nesse ritmo, provavelmente as próximas gerações enfrentarão sérios problemas. Além disso, a vida de todos os seres vivos na Terra ficará comprometida, inclusive do homem, caso o problema não seja solucionado.



Brasil, país populoso ou povoado?

Fonte do texto: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/brasil-populoso-despovoado.htm

Brasil, populoso e despovoado

GEOGRAFIA DO BRASIL

A população do Brasil é distribuída de maneira irregular no território nacional.

O Brasil possui um território de grandes dimensões, colocando-se como um dos maiores do mundo, além de ser um dos mais populosos, pois totaliza 190.755.799 habitantes, no entanto, é despovoado em se tratando de densidade demográfica, somente 22,4 hab/km².

Para conhecer o número de habitantes no Brasil é necessária a realização do censo, que é a coleta de dados estatísticos sobre o número de habitantes de uma cidade e que ao serem somados são obtidos os resultados nacionais.

O primeiro censo brasileiro foi realizado pela Repartição de Estatística em 1872, através da ordem do Imperador D. Pedro II, no qual foi feito o levantamento do número de habitantes oficial. Desse período até o ano de 1940, o recenseamento era realizado a cada vinte anos, a partir dessa data o processo passou a ser executado a cada dez anos.

Para analisar a realidade da população quanto ao contexto de populoso e povoado, é preciso conhecer o significado de cada conceito. Populoso, ou população absoluta, corresponde à soma de habitantes de um determinado lugar, desconsiderando a relação de espaço que habita. Já o conceito de povoado corresponde à ligação direta entre o número de habitantes e as áreas geográficas ou espaço habitado, é assim que se estabelece a densidade demográfica, ou seja, a quantidade de pessoas por km², denominada de população relativa.

A população do Brasil está distribuída de forma irregular no território, no Sudeste, por exemplo, a densidade demográfica é de 87 hab/km², em contrapartida, a região Norte contabiliza 4,1 habitantes por km².

De forma geral, os centros urbanos concentram a maioria da população, geralmente são grandes cidades localizadas ao longo do litoral brasileiro, lugar por onde iniciou o processo de colonização portuguesa, as atividades econômicas e também o processo de urbanização.

 

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Brasil - Ditadura Militar

 Fonte do texto: https://www.todamateria.com.br/ditadura-militar-no-brasil/

A Ditadura Militar no Brasil foi um regime autoritário que teve início com o golpe militar em 31 de março de 1964, com a deposição do presidente João Goulart.

O regime militar durou 21 anos (1964-1985), estabeleceu a censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição policial aos opositores do regime.

O Golpe de 31 de Março de 1964

O golpe militar de 31 de março de 1964 tinha como objetivo evitar o avanço das organizações populares do Governo de João Goulart, acusado de comunista.

O ponto de partida foi a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. O Congresso Nacional empossou temporariamente o presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzili, pois o vice-presidente encontrava-se em viagem à China.

Ditadura Militar
Primeira página do jornal O Globo de 2 de abril de 1964

Enquanto João Goulart iniciava sua viagem de volta, os ministros militares expediram um veto à posse de Jango, pois sustentavam que ele defendia ideias de esquerda.

O impedimento violava a Constituição, e não foi aceito por vários seguimentos da nação, que passou a se mobilizar. Manifestações e greves se espalharam pelo país.

Diante da ameaça de guerra civil, foi feita no Congresso a proposta de Emenda Constitucional nº4, estabelecendo o regime parlamentarista no Brasil.

Dessa forma, Goulart seria presidente, mas com poderes limitados. Jango aceitou a redução de seus poderes, esperando recuperá-lo em momento oportuno.

O Congresso votou a favor da medida e Goulart tomou posse no dia 7 de setembro de 1961. Para ocupar o cargo de primeiro-ministro foi indicado o deputado Tancredo Neves.

O parlamentarismo durou até janeiro de 1963, quando um plebiscito pôs fim ao curto período parlamentarista republicano.

Governo João Goulart

Em 1964, Jango resolve lançar as "Reformas de Base" a fim de mudar o país. Assim, o presidente anunciou:

  • Desapropriações de terras;
  • nacionalização das refinarias de petróleo;
  • reforma eleitoral garantindo o voto para analfabetos;
  • reforma universitária, entre outras.

A inflação chegou a atingir em 1963, o índice de 73,5%. O presidente exigia uma nova constituição que acabasse com as "estruturas arcaicas" da sociedade brasileira.

O presidente era apoiado por universitários que atuavam por meio de suas organizações e uma das principais era a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Igualmente, os comunistas de várias tendências, desenvolviam intenso trabalho de organização e mobilização popular, apesar de atuarem na ilegalidade. Diante do quadro de crescente agitação, os adversários do governo aceleraram a realização do golpe.

No dia 31 de março de 1964, o presidente João Goulart foi deposto pelos militares e Jango refugiou-se no Uruguai. Aqueles que tentaram resistir ao golpe sofreram dura repressão.

Para cobrir o vazio de poder, uma junta militar assumiu o controle do país. No dia 9 de abril foi decretado o Ato Institucional nº 1, dando poderes ao Congresso para eleger o novo presidente. O escolhido foi o general Humberto de Alencar Castelo Branco, que havia sido chefe do estado-maior do Exército.

Isto era apenas o início da interferência militar na gestão política da sociedade brasileira.

A concentração de poder

Depois do golpe de 1964, o modelo político instaurado visava fortalecer o poder executivo. Dezessete atos institucionais e cerca de mil leis excepcionais foram impostas à sociedade brasileira.

Com o Ato Institucional nº 2, os antigos partidos políticos foram fechados e foi adotado o bipartidarismo.Desta forma surgiram:

  • a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que apoiava o governo;
  • o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), representando os opositores, mas cercado por estreitos limites de atuação.

O governo, através da criação do Serviço Nacional de Informação (SNI), montou um forte sistema de controle que dificultava a resistência ao regime. Chefiado pelo general Golbery do Couto e Silva, este órgão investigou todos aqueles suspeitos de conspirar contra o regime, desde empresários até estudantes.

Em termos econômicos, os militares trataram de recuperar a credibilidade do país junto ao capital estrangeiro. Assim foram tomadas as seguintes medidas:

  • contenção dos salários e dos direitos trabalhistas;
  • aumento das tarifas dos serviços públicos;
  • restrição ao crédito;
  • corte das despesa do governo;
  • diminuição da inflação, que estava em torno de 90% ao ano.

Entre os militares, porém, havia discordância. O grupo mais radical, conhecido como "linha dura", pressionava o grupo de Castelo Branco, para que não admitisse atitudes de insatisfação e afastasse os civis do núcleo de decisões políticas.

As divergências internas entre os militares influenciaram na escolha do novo general presidente.

No dia 15 de março de 1967, assumiu o poder o general Artur da Costa e Silva, ligado aos radicais. A nova Constituição de 1967 já havia sido aprovada pelo Congresso Nacional.

Os atos institucionais promulgados durante os governos dos generais Castello Branco (1964-1967) e Artur da Costa e Silva (1967-1969), a prática, acabaram com o Estado de direito e as instituições democráticas do país.

pesar de toda repressão, o novo presidente enfrentou dificuldades. Formou-se a Frente Ampla para fazer oposição ao governo, tendo como líderes o jornalista Carlos Lacerda e o ex-presidente Juscelino Kubitschek.

A resistência da sociedade

A sociedade reagia às arbitrariedades do governo e podemos citar um exemplo se dava no mundo das artes. Em 1965 foi encenada a peça "Liberdade, Liberdade", de Millôr Fernandes e Flavio Rangel, que criticava o governo militar.

Os festivais de música brasileira foram cenários importantes para atuação dos compositores, que compunham canções de protesto.

A Igreja Católica estava dividida: os grupos mais tradicionais apoiavam o governo, porém os mais progressistas criticavam a doutrina de segurança nacional.

As greves operárias reivindicavam o fim do arrocho salarial e queriam liberdade para estruturar seus sindicatos. Os estudantes realizavam passeatas reclamando da falta de liberdade política.

Com o aumento da repressão e a dificuldade de mobilizar a população, alguns líderes de esquerda organizaram grupos armados para lutar contra a ditadura. Entre as diversas organizações de esquerda estavam a Ação Libertadora Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8).

O forte clima de tensão foi agravado com o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, que pediu ao povo que não comparecesse às comemorações do dia 7 de setembro.

Para conter as manifestações de oposição, o general Costa e Silva decretou em dezembro de 1968, o Ato Institucional nº 5. Este suspendia as atividades do Congresso e autorizava à perseguição de opositores.

Em agosto de 1969, o presidente Costa e Silva sofreu um derrame cerebral e assumiu o vice-presidente Pedro Aleixo, político civil mineiro.

Em outubro de 1969, 240 oficiais generais indicam para presidente o general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), ex-chefe do SNI. Em janeiro de 1970, um decreto-lei tornou mais rígida a censura prévia à imprensa.

Para lutar contra os grupos de esquerda, o Exército criou o Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

A atividade dos órgãos repressivos desarticularam as organizações de guerrilhas urbana e rural, que levaram à morte dezenas de militantes de esquerda.

O crescimento econômico

Com um forte esquema repressivo montado, Médici governou procurando passar a imagem de que o país encontrara o caminho do desenvolvimento econômico. Somado à conquista da Copa de 70, isso acabou criando um clima de euforia no país.

A perda das liberdades políticas era compensada pela modernização crescente. O petróleo, o trigo e os fertilizantes, que o Brasil importava em grandes quantidades, estavam baratos, eram incorporados à pauta das exportação, soja, minérios e frutas.

O setor que mais cresceu foi o de bens duráveis, eletrodomésticos, carros, caminhões e ônibus. A indústria da construção cresceu.

Mais de 1 milhão de novas moradias, financiadas pelo Banco Nacional de Habitação (BNH), foram construídas em dez anos de governo militar. Falava-se em "milagre brasileiro" ou "milagre econômico".

Ditadura Militar no Brasil Conjunto Habitacional Santos 1979 BNH

Vista aérea do conjunto habitacional general Dale Coutinho construído através do financiamento do BNH, em Santos, em 1979.

Em 1973, o "milagre" sofreu sua primeira dificuldade, pois a crise internacional elevou abruptamente o preço do petróleo, encarecendo as exportações.

O aumento do juros no sistema financeiro internacional, elevou o juros da dívida externa brasileira. Isto obrigou o governo a tomar novos empréstimos aumentando ainda mais a dívida.

A Redemocratização

No dia 15 de março de 1974, Médici foi substituído na Presidência pelo general Ernesto Geisel (1974-1979). Ele assumiu prometendo retomar o crescimento econômico e restabelecer a democracia.

Mesmo lenta e controlada a abertura política começava, o que permitiu o crescimento das oposições.

O governo Geisel aumentou a participação do Estado na economia. Vários projetos de infraestrutura tiveram continuidade, entre elas, a Ferrovia do Aço, em Minas Gerais, a construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins e o Projeto Carajás.

Diversificou as relações diplomáticas comerciais e diplomáticas do Brasil, procurando atrair novos investimentos.

Nas eleições de 1974, a oposição aglutinada no MDB, obteve ampla vitória. Ao mesmo tempo, Geisel procurava conter este o avanço, limitando a propaganda eleitoral durante as eleições de 1976.

No ano seguinte, diante da recusa do MDB em aprovar a reforma da Constituição, o Congresso foi fechado e o mandato do presidente foi aumentado para seis anos.

A oposição começou a pressionar o governo, junto com a sociedade civil. Com a crescente pressão, o Congresso já reaberto aprovou, em 1979, a revogação do AI-5. O Congresso não podia mais ser fechado, nem cassados os direitos políticos dos cidadãos.

Geisel escolheu como seu sucessor o general João Baptista Figueiredo, eleito de forma indireta. Figueiredo assumiu o cargo em 15 março de 1979, com o compromisso de aprofundar o processo de abertura política.

No entanto, a crise econômica seguia adiante, com a dívida externa atingindo mais de 100 bilhões de dólares, e a inflação chegava a 200% ao ano.

As reformas políticas continuaram sendo realizadas, mas a linha dura lançou mão do terrorismo como o ocorrido no Riocentro, em 1981. Surgiram vários partidos, entre eles o Partido Democrático Social (PDS) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Foi fundada a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Os espaços de luta pelo fim da presença dos militares no poder central foram se multiplicando.

Campanha pelas eleições diretas

Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as "Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães, entre outros.

O movimento que chegou ao auge em 1984, quando seria votada a Emenda Dante de Oliveira, que pretendia restabelecer as eleições diretas para presidente.

No dia 25 de abril, a emenda apesar de obter a maioria dos votos, não conseguiu os 2/3 necessários para sua aprovação.

Logo depois, grande parte das forças de oposição resolveu participar das eleições indiretas para presidente. O PMDB lançou Tancredo Neves, para presidente e José Sarney, para vice.

Reunido o Colégio Eleitoral, a maioria dos votos foi para Tancredo Neves, que derrotou Paulo Maluf, candidato do PDS. Desse modo encerrava-se os dias da ditadura militar.

Presidentes durante a Ditadura Militar no Brasil

Castelo Branco

Mandato15/04/1964 a 15/03/1967
Política InternaCriação do Serviço Nacional de Informação.
EconomiaCriação do Cruzeiro e do Banco Nacional de Habitação (BNH)
Política externaRompimento de relações diplomáticas com Cuba e aproximação com os EUA.

Arthur da Costa e Silva

Mandato15/3/1967 a 31/8/1969
Política InternaEntrou em vigor a Constituição de 1967 e promulgação do AI-5. Criação da Embraer.
EconomiaExpansão do crédito e da industrialização pesada.
Política ExternaAproximação aos países africanos e asiáticos nos fóruns internacionais. Visita da rainha Elizabeth II ao Brasil.

Junta Governativa Provisória

  • Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército;
  • Augusto Rademaker, ministro da Marinha;
  • Márcio de Souza e Melo, ministro da Aeronáutica.
Mandato31/08/1969 a 30 de outubro de 1969
Política InternaA Junta Governativa apenas ocupou a presidência em decorrência da morte de Costa e Silva. Assim, apenas prepararam a eleição quando seria escolhido Médici como presidente.

Emílio Garrastazu Médici

Mandato30/10/1969 a 15/3/1974
Política InternaDerrotou a Guerrilha do Araguaia e criou o Departamentos de Operação de Informação
EconomiaCriação da Embrapa, e início da construção de grandes obras como a Hidrelétrica de Itaipu
Política ExternaAcordo com o Paraguai e Argentina para a construção da usina. Visita aos Estados Unidos.

Ernesto Geisel

Mandato15/03/1974 a 15/03/1979
Política InternaCriação do estado do Mato-Grosso do Sul, fusão do estado da Guanabara ao Rio de Janeiro e fim do AI-5.
EconomiaAumento da dívida externa e estímulo ao capital estrangeiro.
Política ExternaReconhecimento da independência da Angola, acordos sobre energia nuclear com a Alemanha Ocidental e reatadas as relações diplomáticas com a China.

João Baptista Figueiredo

Mandato15/03/1979 a 15/03/1985
Política InternaCriação do estado de Rondônia e Reabertura política com a lei da Anistia
EconomiaModernização da agricultura, aumento da inflação e empréstimo do FMI.
Política ExternaVisita aos Estados Unidos.