domingo, 18 de abril de 2021

Perspectivas de infância - Parte 2

Fonte do texto: https://www.primeiros1000dias.com.br/ser-crianca-hoje-historia#:~:text=WhatsApp%20Facebook%20Twitter-,A%20inf%C3%A2ncia%20nem%20sempre%20recebeu%20tanta%20import%C3%A2ncia%20quanto%20hoje.,o%20fundamental%20direito%20%C3%A0%20vida.&text=Al%C3%A9m%20disso%2C%20a%20crian%C3%A7a%20era,tanto%20quanto%20os%20mais%20velhos.

A infância nem sempre recebeu tanta importância quanto hoje. Ser criança no século 21 significa ter uma série de direitos como educação, saúde, nutrição e o fundamental direito à vida.

Mas séculos antes, durante a Idade Média, a criança não recebia o mesmo tratamento. As taxas de mortalidade após o nascimento eram altíssimas pela falta de preparo para lidar com o parto e os primeiros cuidados. Portanto, era comum que as famílias pouco se apegassem ao pequeno, que poderia sobreviver poucos meses. Além disso, a criança era encarada como um membro da família que deveria ajudar nas tarefas tanto quanto os mais velhos. Ainda durante o século 19, o menor de idade poderia enfrentar longas jornadas de trabalho e muitas vezes não frequentava a escola.

Hoje, principalmente nos países subdesenvolvidos, o poder público ainda não consegue garantir que todas as crianças concluam os estudos e fiquem livres do trabalho infantil, proibido no Brasil. Mas os olhares estão voltados para a valorização da infância e para a sua importância dentro da sociedade.


Ser criança ao longo da história


Toda criança é sempre criança em qualquer lugar do mundo ou em qualquer período histórico. O que varia são as atitudes dos adultos em relação a ela.

Durante a história antiga, a criança era submetida à autoridade do pai. Na educação grega e romana, a família era a responsável por educar os pequenos, considerados inoperantes e incapazes de ter qualquer autonomia.  Posteriormente, já na Idade Média, o papel da criança continuava sendo mínimo.

Na pesquisa acadêmica“História da criança e sua importância na sociedade: dos primórdios aos dias atuais”, as pesquisadoras Amanda Maria Vieira Andrade, Galena Melo Freire de Carvalho e Rosana Santos Pereira afirmam que o nascimento de uma criança na Idade Média era cercado de rituais e cuidados para que sobrevivesse. Havia uma expectativa em torno do nascimento, mas também uma ignorância em relação a forma de correta de tratar o início da vida. Como o conhecimento científico era escasso, toda a primeira infância era marcada pelo risco de que o bebê não sobrevivesse, e isso, de fato, era bem comum.

Assim como a gestação e o nascimento, que eram amparados em crenças e rituais, a educação se pautava pelo imaginário religioso, e não pela ciência e pela racionalidade. Era orientada pela fé, realizada dentro de instituições como mosteiros e catedrais. Santo Agostinho considerava a infância um “mal necessário” e pintava uma imagem dramática: a criança era um ser imperfeito que carregava impureza. Por outro lado, o cristianismo também a encarava como um ser inocente que precisava de orientação para seguir os caminhos corretos – o que cercava sua vida de tensão.

Durante as expansões marítimas, no século 14, a criança era vista como um pequeno adulto que poderia servir como mão de obra nas embarcações. Ela ficava exposta à fome, doenças, naufrágios e guerras. “A total falta de respeito à infância marcou para sempre a memória da história da criança. Olhar os infortúnios destas ante a total inércia dos seus algozes demonstra a falta de sentimento e importância que norteava a visão de infância”, diz a pesquisa.

Posteriormente, na Renascença (período entre os séculos 14 e 16), uma nova concepção do homem na sociedade mudou a forma de encarar a infância. A criança passou a ir para a escola e a integrar uma sala de aula, onde era educada com disciplina e rigor.

Na Modernidade, a criança finalmente deixa de ser inerte dentro da sociedade e sai do anonimato. No século 17, com o iluminismo, surge a primeira concepção de infância. O adulto passa a dar mais atenção para essa fase da vida e a tratá-la com mais cuidado. No artigo “A construção social do conceito de infância: uma tentativa de reconstrução historiográfica”, os autores Cláudia Terra do Nascimento, Vantoir Roberto Brancher e Valeska Fortes de Oliveira afirmam:

“Pode-se perceber, portanto, que até o século 17, a ciência desconhecia a infância. Isto porque não havia lugar para as crianças nesta sociedade. Fato caracterizado pela inexistência de uma expressão particular para elas. Foi então, a partir de ideias de proteção, amparo e dependência que surge a infância”.


Ser criança hoje


Entre os séculos 19 e 20  foram criados os primeiros Estatutos da Criança. São conjuntos de regras que determinam seus direitos e metas para o desenvolvimento pleno. A infância passou a ser dividida por fases e foi criado o conceito de adolescência. Em 1959, a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou a “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que inclui direitos como igualdade, escolaridade gratuita e alimentação.

A criança ocupa lugar de destaque na sociedade. De acordo com a tese acadêmica “O conceito de infância no decorrer da história”, de Laura Bianca Caldeira, criou-se uma consciência sobre a importância das experiências durante a primeira infância. Para que sejam as melhores possíveis, há uma série de políticas públicas e programas que ampliam as condições para sua cidadania.

ideal de infância do século 21 traz a imagem de uma criança feliz, saudável e inteligente, que tem a chance de desenvolver seu potencial máximo desde o início da vida. Ao longo dos anos, conclui etapas baseadas em estudos e brincadeiras.

Mas apesar de tanta evolução, ainda restam dúvidas sobre o tratamento dado às crianças nos dias atuais. No que diz respeito à educação, por exemplo, a desigualdade começa ainda na primeira infância. Segundo o IBGE, quase 30% das crianças mais pobres do Brasil estavam fora da escola em 2013. Outra pesquisa, feita pela Fundação Abrinq em 2016, revela que houve um aumento de 143 mil crianças e adolescentes ocupados pelo trabalho infantil entre 2013 e 2014. Mais de 60% vivem nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil.













Conceito de escala

 












Fonte do texto: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/escalas.htm

escala cartográfica é um importante elemento presente nos mapas, sendo utilizada para representar a relação de proporção entre a área real e a sua representação. É a escala que indica o quanto um determinado espaço geográfico foi reduzido para “caber” no local em que ele foi confeccionado em forma de material gráfico.

Sabemos que os mapas são reproduções reduzidas de uma determinada área. Mas essa redução não ocorre de forma aleatória, e sim de maneira proporcional, ou seja, resguardando uma relação entre as medidas originais e suas representações. A expressão numérica dessa proporção é a escala.

Por exemplo: se uma escala de um determinado mapa é 1:500, significa que cada centímetro do mapa representa 500 centímetros do espaço real. Consequentemente, essa proporção é de 1 por 500.

Existem, dessa forma, dois tipos de escala, isto é, duas formas diferentes de representá-la: a escala numérica e a escala gráfica. A numérica, como o próprio nome sugere, é utilizada basicamente por números; já a gráfica utiliza-se de uma esquematização.

A escala numérica representa em forma de fração a proporção da escala, havendo, dessa maneira, o seu numerador e o seu denominador. Confira:

Exemplo de escala numérica e os seus termos
Exemplo de escala numérica e os seus termos

No esquema acima, podemos notar que o numerador representa a área do mapa e o denominador a área real. Convém, geralmente, deixar o numerador sempre como 1, para assim sabermos quanto cada unidade do mapa equivale. Quando ela não possui a medida indicada (cm, m, km) em sua notação, significa, por convenção, que ela está em centímetros. Caso contrário, essa unidade de medida precisa ser apontada.

Já a escala gráfica representa diretamente o espaço relacional e suas medidas.

Exemplos de escala gráfica
Exemplos de escala gráfica

Nos esquemas acima, podemos perceber que cada intervalo entre um número e outro representa uma distância específica, que é devidamente apontada pela escala. Esse tipo de escala possui o mérito de aumentar e reduzir juntamente ao mapa. Assim, se eu transferir um mapa que estava em um papel menor para um pôster grande, a escala continuará correta, o que não aconteceria com a escala numérica, que, nesse caso, teria de ser recalculada.

Escala grande, escala pequena... Qual é a diferença?

Imagine que todo mapa é uma visão aérea sobre o determinado espaço. Dessa forma, para saber se uma escala é grande ou pequena, ou se ela é maior do que outra, basta entender que a escala nada mais é do que o nível de aproximação da visão aérea do mapa. Outra forma é observar a escala numérica, lembrando que ela se trata de uma divisão. Assim, quanto menor for esse denominador, maior será a escala.

Exemplo. Considere essas duas escalas: a) 1:5000; b) 1:10000. A primeira escala é uma divisão de 1 para cinco mil que, quando calculada, com certeza dará um número maior que uma divisão de 1 para dez mil. Portanto, a primeira escala é maior do que a segunda.

Assim, é possível perceber que, quanto maior for a escala, menor será a área representada no mapa e vice-versa, pois, quanto maior a escala, maior é a aproximação da visão aérea do local representado. Isso nos permite, por sua vez, um maior nível de detalhamento das informações, pois quanto mais próximos estamos de um local, mais detalhes conseguimos visualizar.

Em resumo, a sentença é:

Quanto maior a escala, menor a área representada e maior é o nível de detalhamento.

Um mapa-múndi possui uma escala muito pequena, com uma área grande representada e, com certeza, apresentará menos detalhes do que, por exemplo, um mapa do estado da Bahia, que teria, nesse caso, uma escala grande.

Cálculo da escala

Para calcular a escala, basta lembrar o seu conceito: Escala (E) é a relação (divisão) entre a área do mapa (d) pela área real (D). Assim:

E =   d
      D

Assim, para calcular uma escala de um mapa em que dois pontos estão a 5 cm de distância um do outro, sendo que, no mundo real, eles estão separados por 1000 cm, basta aplicar a fórmula:

E = 5/1000 → E = 1/200

A escala, nesse caso, é de 1:200 ou um para duzentos.

Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

As escalas são importantes elementos cartográficos
As escalas são importantes elementos cartográficos


Os Fenícios

Fonte do texto: https://www.todamateria.com.br/fenicios/#:~:text=Os%20fen%C3%ADcios%20fazem%20parte%20de,como%20o%20povo%20do%20mar.











Os fenícios fazem parte de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade – a civilização fenícia.

Viviam no Norte da Palestina, entre o Mar Mediterrâneo e o território que hoje corresponde ao Líbano, Síria e Israel.

Os fenícios são conhecidos como o povo do mar. Isso porque eles foram grandes mercadores marítimos e contribuíram para o desenvolvimento da Astronomia.

Destacam-se, também, na civilização antiga, os persas e hebreus.

Mapa da Fenícia

Mapa das cidades-estados fenícias e suas rotas comerciais

Hebreus, Fenícios e Persas

Os fenícios conviveram e comerciaram com vários povos. Tiveram como vizinhos os hebreus que também viviam na região onde está o atual Estado de Israel.

Com os persas, além do comércio, os fenícios ainda tiveram que enfrentá-los como inimigos devido à expansão do Império Persa.

Leia mais sobre Hebreus e Persas.

Religião

A religião da Fenícia era o Politeísmo onde praticavam rituais de sacrifício de animais.

Os fenícios cultuavam, principalmente, três deuses, que são conhecidos por nomes diferentes:

El - era o deus máximo – aquele que havia criado o mundo, mas não necessariamente os deuses. Nada acontecia sem seu consentimento e por isso, ele sabe de tudo. El é representado como um homem velho, sentado no alto da montanha, distante da humanidade. Para alcançar suas graças, os fiéis devem se dirigir a sua esposa, Astarte.

Asherah - esposa de El – deusa-mãe, do mar, dos rebanhos e das colheitas. Um dos seus símbolos é a palmeira, árvore que se destaca no deserto por sua resistência, assim como ela se destaca entre os deuses.

Baal - filho de El e Astarte – era o deus das tempestades e montanhas, encarregado da fertilidade. É conhecido por vários títulos como Cavaleiro das nuvens ou Mestre das Terras, um guerreiro que combate as forças da morte. Como filho de El também atua como regente na ausência do pai.

Economia

Fenicios economia

Alto-relevo mostrando o desembarque de madeira por navegadores fenícios

Os fenícios dedicavam-se ao artesanato chegando a inventar o vidro transparente. Na agricultura, cultivavam olivas e vinhas, e se dedicaram especialmente à pesca e ao comércio marítimo.

Não desenvolveram grandes atividades agropecuárias tendo em conta que a região que habitavam era montanhosa e pouco extensa.

Ampliaram as técnicas de tingimento de tecidos. Destaca-se o tingimento com a tonalidade púrpura, feito a partir de um molusco e que era muito procurado pela elite. Dessa cor vem a palavra "fenício".

Construíram grandes e imponentes navios que permitiram expandir seu comércio. Ergueram portos e viajavam longas distâncias realizando trocas de mercadorias como madeira de cedro, o vidro, o marfim e corantes.

Política

É importante ressaltar que nunca houve um país unificado chamado “Fenícia” tal como entendemos hoje.

A Fenícia era formada por várias cidades-estados, tais como Arad, Biblos, Tiro, Sídon e Ugarit. Cada uma dessas cidades era governada de forma independente que tanto podiam ser aliadas como guerrear entre si.

O poder político se baseava nas rotas marítimas e estava nas mãos dos homens que dominavam o mar, constituindo a Talassocracia.

Esta palavra vem do grego e significa “thálassa”- mar e “kratía”- força, poder.

Cultura

A cultura fenícia recebeu influências dos povos que eles comercializavam a ponto de muitos estudiosos identificarem poucos elementos originais.

No entanto, destacaram-se na cunhagem de moedas e imprimiram ali os desenhos de seus barcos e mitos.

Utilizavam a música e a dança para louvar os deuses em rituais realizados no campo ou no centro das cidades.

Alfabeto

A maior herança dos fenícios que chegou aos nossos dias é o alfabeto.

Ao contrário de outros povos como os egípcios ou os babilônicos que elaboraram uma escrita baseada em símbolos, o alfabeto fenício representava os fonemas. Este alfabeto seria a origem da escrita ocidental.

Possuía 22 consoantes e, posteriormente, os gregos acrescentariam as vogais.

Foi criado com o objetivo de facilitar as relações comerciais.

Leia mais em Origem do Alfabeto.

O Fim dos Fenícios

Quando Ciro II, rei da Pérsia, conquistou a Fenícia, os fenícios fugiram e fundaram Cartago.

Ao fim de três conflitos pelo domínio do Mar Mediterrâneo, durante as Guerras Púnicas, Roma destrói Cartago e passa a dominar o comércio do Mediterrâneo.

Curiosidade

Alguns estudiosos acreditam que os fenícios estiveram no Brasil deixando marcas, tais como materiais com inscrições fenícias e semelhanças com a cultura indígena.

Entretanto, não há provas da veracidade dessa teoria.

Sociedade Açucareira no Brasil Colonial

 

















Fonte do texto: https://www.historiadobrasil.net/brasil_colonial/sociedade_acucareira.htm

Introdução (época)

 

Denominamos de sociedade açucareira, aquela referente ao Ciclo do Açúcar na História do Brasil. Esta sociedade se desenvolveu, principalmente, na área litorânea do Nordeste brasileiro (regiões produtoras de açúcar) entre os séculos XVI e XVII.

 

Principais características da sociedade açucareira:

 

- Sociedade composta basicamente por três grupos sociais: senhores de engenho (aristocracia), homens livres e escravos.

 

- Sociedade patriarcal: poder concentrado nas mãos dos homens, principalmente, dos senhores de engenho que controlavam e determinavam a vida dos filhos, esposa e funcionários.

 

- Uso, nos trabalhos pesados do engenho de açúcar, de mão de obra escrava de origem africana. Os escravos eram comercializados como mercadorias e sofriam com as péssimas condições de vida oferecidas por seus proprietários.

 

- Posição social determinada pela posse de terras, escravos e poder político.

 

Divisão social (grupos sociais)

 

Senhores de engenho: possuíam poder social, familiar, político e econômico. A casa-grande, habitação dos senhores de engenho e sua família, era o centro deste poder. Este grupo social tinha forte influência nas Câmaras Municipais, principal polo de poder político das cidades na época colonial.

 

Homens livres: eram em sua maioria funcionários assalariados do engenho (capatazes, por exemplo), proprietários de terras sem engenho, artesãos, agregados e funcionários públicos.

 

Escravos: formavam a base dos trabalhadores nos engenhos de açúcar. Tinham como origem o continente africano, sendo comercializados no Brasil. Era o grupo mais numeroso da sociedade açucareira. Em função das péssimas condições em que viviam, dos castigos físicos e da ausência de liberdade, possuíam baixa expectativa de vida (no máximo até 35, 40 anos). Resistiram à escravidão através de revoltas e fugas para a formação dos quilombos.

 

Crise da sociedade açucareira

 

A desestruturação deste modelo social começou com a crise da economia açucareira, ou seja, com a concorrência holandesa no comércio de açúcar mundial (final do século XVII).

 

No século XVIII, com o início do Ciclo do Ouro, a região das minas transformou-se no principal centro de desenvolvimento econômico do Brasil. Um novo modelo social mais dinâmico passou a vigorar, porém, várias características da sociedade açucareira permaneceram ainda por muito tempo no Nordeste.

 

 

Artigo publicado em: 12/01/09 - Última revisão: 14/08/2019.
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Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).