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domingo, 22 de novembro de 2020

Aspectos físicos das regiões Norte e Nordeste – Material de leitura

 

Aspectos físicos das regiões Norte e Nordeste – Material de leitura

 

Fonte confiáveis para elaborar o texto:

www.webgeo.net

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/caracteristicas-naturais-nordeste.htm

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/regiao-norte.htm

 

Introdução aos aspectos físicos das regiões Norte e Nordeste– 7º ano - Não há necessidade de devolver, cole em seu caderno e use para estudar!

Objetivo central: Compreender os aspectos físicos das regiões Norte e Nordeste

 

Regiões Norte e Nordeste – Aspectos físicos gerais

 


Região Norte e aspectos gerais

 

região Norte é bastante conhecida por dois aspectos principais: é a maior região do Brasil em termos de extensão territorial e é a que concentra a maior biodiversidade graças à existência da Floresta Amazônica. Mais da metade dessa floresta está localizada no território brasileiro.

Devido à presença da floresta, é na região Norte que percebemos a grande influência que a paisagem natural possui sobre as ocupações humanas no espaço geográfico. A existência de comunidades ribeirinhas e o uso com frequência de rios para o transporte de pessoas e/ou cargas podem exemplificar essa influência.

Mapa da região Norte.

 

Breve histórico da região Norte

 

história do Brasil mostra-nos que, no início da colonização portuguesa, as ocupações humanas estavam concentradas nas faixas litorâneas. Por conto disso, somente no século XVII é que a região Norte começou a ser ocupada pelos colonizadores, por meio de incentivos do governo português, com a instalação de um forte militar na foz do Rio Amazonas. Essa ocupação deu origem à cidade de Belém, no Pará.

No século XVIII, houve dois tipos de ocupações: as religiosas, para catequização dos nativos, e as militares, para defender o território nacional.

Já nos séculos XIX e XX, novas moradias começaram a surgir por motivos econômicos e sociais, devido à exploração da borracha, no interior da Amazônia, e com a imigração japonesa, concentrada no estado do Pará.

exploração da borracha no século XIX foi fundamental para o povoamento da região Norte, pois, com a Segunda Revolução Industrial e o processo de vulcanização, tal matéria prima tornou-se essencial na economia brasileira, tornando-se o segundo produto mais exportado do país no fim do século XIX e início do XX, atrás apenas do café.

A extração do látex foi um dos fatores que desencadeou o povoamento da região Norte.

A borracha enriqueceu um pequeno grupo de pessoas que se concentrava na cidade de Manaus, porém a extração do látex nas seringueiras para a confecção da borracha atraiu muita gente, principalmente nordestinos que iam para a Amazônia devido à seca e em busca de melhor qualidade de vida. Desse modo, podemos dizer que grande parte da região Norte é fruto de imigrantes que buscavam enriquecimento rápido com as riquezas da Floresta Amazônica.

 

Clima da região Norte

 

O Norte do país é a única região brasileira cortada pela Linha do Equador. Com isso, grande parte do clima dessa região é o equatorial, além de ser encontrado o clima tropical continental.

clima equatorial é presente em todos os estados, exceto em algumas áreas do Tocantins, Pará e Roraima. Bastante quente e chuvoso, esse clima permite-nos dizer que não há inverno como nas outras regiões do Brasil. Já o clima tropical continental, encontrado nos trechos em que o equatorial não alcança, tem duas características bem definidas: um inverno seco e um verão chuvoso.

A localização da região Norte permite-nos dizer que o clima nessa localidade é bem homogêneo, não sofrendo muitas variações. A média termal está entre 25 ºC e 27 ºC.

Três fatores tornam a região Norte a mais chuvosa do país: sua proximidade com a Linha do Equador, a grande e densa Floresta Amazônica e os vários rios de grande extensão (caudalosos) que ali estão. Assim, devido à alta temperatura e à floresta, a evaporação é mais intensa, formando nuvens durante o dia que geram chuvas no fim da tarde, o que chamamos de chuvas de convecção. Dessa forma, os estados com maior concentração de pluviosidade são o Amazonas e o Pará.

A densidade da floresta somada às altas temperaturas e aos grandes rios tornam a região Norte a mais chuvosa do país.

Contudo, há um período do ano em que ocorre o fenômeno friagem. Durante o inverno, entre maio e junho, frentes frias oriundas do Sul e do Sudeste do Brasil penetram no sudoeste da região Norte, baixando as temperaturas para até 14 ºC. Esse fenômeno costuma durar, no máximo, uma semana.

 

Relevo da região Norte

 

Em relação ao relevo, grande parte da região Norte apresenta baixas altitudes, excetuando as áreas de fronteira com as Guianas e a Venezuela. Nessa área, há a incidência de planaltos que chegam até 3000 m de altitude, como o Pico da Neblina, ponto mais alto do país localizado na fronteira com a Venezuela, no estado do Amazonas.

Há também a presença de depressões, superfícies mais baixas em relação às áreas vizinhas. Esse tipo de relevo predomina na região Norte. Dentre as depressões nomeadas pelos geólogos, podemos citar a depressão norte-amazônica e a depressão sul-amazônica. A altitude dessas depressões não ultrapassa 300 m.

No leito do rio Amazonas, encontramos a sua planície, que acompanha todo o rio e alguns de seus afluentes. Planícies são áreas geralmente planas e de baixa altitude.

 

Hidrografia da região Norte

 

A hidrografia da região Norte abrange duas bacias hidrográficas do Brasil: a bacia hidrográfica amazônica e a bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia.

A primeira corresponde a 45% do território brasileiro e banha os seguintes estados: Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima e o estado do Mato Grosso, no Centro-Oeste.

O rio da dá nome à bacia, o rio Amazonas é o maior da região e do mundo em volume de água, o que mostra sua grande importância para todos que estão ao seu redor. Esse rio nasce nas montanhas do Peru e deságua no Pará, atingindo o oceano Atlântico.

Quando entra em território brasileiro, o rio Amazonas recebe o nome de rio Solimões. Quando ele se encontra com o rio Negro, forma uma paisagem magnífica devido ao contraste das águas. Após esse encontro, volta a ser chamado de Amazonas.

Devido ao seu tamanho, o rio Amazonas possui muitos afluentes, alguns com mais de 1000 km, como o rio Madeira, o rio Juruá e o rio Tapajós, além do rio Negro e o rio Jari.

Durante a cheia do rio Amazonas e a maré alta do oceano Atlântico, há o fenômeno conhecido como pororoca, resultante do encontro dessas águas nesses períodos. Esse fenômeno atrai turistas de todos os cantos do país, pois é típico daquela região.

Já a bacia Tocantins-Araguaia banha dois estados na região Norte: Tocantins e Pará. É a segunda maior bacia hidrográfica do país e possui o sentido sul–norte. Assim, os rios que dão nome a essa bacia, rio Tocantins e rio Araguaia, nascem no Centro-Oeste, cruzam os estados do Tocantins e Pará até desaguarem no oceano Atlântico.

 

Vegetação da região Norte

 

O destaque da região Norte nesse aspecto é a Floresta Amazônica. A intensidade de chuvas na região permite uma grande biodiversidade, com vegetação densa e sempre verde. É a maior floresta do mundo de regiões quentes, concentrando a maior biodiversidade terrestre do planeta.

Podemos citar algumas características dessa floresta:

 

·      Variadas plantas;

·      Espécies adaptadas ao clima úmido (higrófila);

·      Árvores com folhas latifoliadas, isto é, grandes e largas;

·      Tamanhos variados das árvores, que podem atingir mais de 30 m de altura;

·      Árvores muito próximas, o que garante uma vegetação fechada;

·      Riqueza de matéria-prima, como madeira, piaçava e plantas medicinais.

 

Essa riqueza natural gera especulações das grandes indústrias. O desmatamento na floresta é um dos maiores do mundo, gerando grande preocupação entre os estudiosos. Isso porque o solo da região é frágil e pouco fértil. A grande biodiversidade da floresta ocorre devido ao material orgânico depositado no solo, como folhas e restos de frutas, e à alta pluviosidade. A menor alteração nesse bioma pode levar a um erro irreparável.

 

Características naturais do nordeste

 

A Região Nordeste do Brasil apresenta diversas configurações quanto aos aspectos naturais dos principais elementos da natureza tais como relevo, vegetação, clima, hidrografia, devido a essas variações essa região foi regionalizada ou dividida em sub-regiões, são elas zona da mata, meio-norte, agreste e sertão. A Zona da Mata está situada a leste da Região Nordeste, nesses locais ocorre a predominância do clima tropical que possui características de apresentar temperaturas elevadas e altos índices pluviométricos.

Meio-Norte corresponde a uma parcela da Região Nordeste que corresponde a uma área de transição climática e vegetativa, pois está entre o clima equatorial e semiárido e entre a caatinga e as outras vegetações, como Cerrado, Mata de cocais e floresta Amazônica. O agreste ocorre entre a zona da mata e o sertão, apresenta características que oscila entre a floresta tropical, caatinga e vegetação da região sertaneja.

O Sertão compreende as áreas localizadas no interior da região onde ocorre a predominância do clima tropical semi-árido, as temperaturas são elevadas com duas estações bem definidas (uma seca e uma chuvosa), no entanto, a estação chuvosa se apresenta somente em três meses e longos períodos de estiagem, dessa forma, os índices pluviométricos anuais são relativamente baixos, variando entre 500 a 750 mm ao ano.

A sub-região do Sertão é o lugar do país que apresenta a menor incidência de chuvas, os baixos índices pluviométricos e a má distribuição do mesmo são provenientes de vários aspectos, porém os principais são as massas de ar e o relevo, o último serve como barreira impedindo que algumas massas de ar cheguem aos lugares mais secos e sejam influenciadas pelas mesmas.


Clima e vegetação

 

Na Região Nordeste é possível identificar três tipos de climas: tropical, semi-árido e equatorial úmido. O primeiro possui elevadas temperaturas e duas estações bem definidas, sendo uma seca e uma chuvosa, os índices pluviométricos anuais oscilam entre 1.800 a 2.000 mm e temperaturas que variam entre 24ºC e 26ºC. O segundo possui temperaturas elevadas e chuvas irregulares, essa característica climática faz com que as áreas influenciadas sejam secas devido aos longos períodos de estiagem e no terceiro existe a predominância de uma grande umidade relativa do ar, além disso, demonstra elevadas temperaturas com chuvas regulares durante todo o ano.

O que mais se destaca em uma paisagem é a vegetação, desse modo, a composição vegetativa de um lugar é resultado do clima que influencia uma determinada região. Nos lugares de clima equatorial apresenta-se a floresta latifoliada equatorial, entre o Maranhão e o Piauí apresenta a Mata de Cocais, na parte litorânea a paisagem já foi composta pela floresta Atlântica, no interior predomina a caatinga em áreas secas.


Relevo e hidrografia

 

Os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe estão sobre um extenso planalto antigo e aplainado pela erosão.

No que diz respeito à hidrografia da Região Nordeste, o rio São Francisco é um dos mais importantes do país, especialmente no Nordeste que é utilizado pelos sertanejos para o transporte de pessoas e mercadorias, além de abastecimento de água para diversas utilizações como irrigação.

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