domingo, 9 de agosto de 2020

Material de Leitura – Introdução a Grécia Antiga

Fonte confiáveis para pesquisa e utilizados nestes texto:

·         www.webgeo.net.br;

·         https://www.todamateria.com.br/grecia-antiga/

·         https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-grecia-antiga.htm

·         https://brasilescola.uol.com.br/historiag/grecia-antiga.htm

 

Grécia Antiga é a civilização formada pelos gregos no sul da Península Balcânica e que se estendeu por outras partes do Mediterrâneo, além das Cíclades, pela Ásia Menor e por regiões costeiras no Mar Negro. A história grega iniciou-se oficialmente com o período homérico, por volta de 1100 a.C. e estendeu-se até a transformação da Grécia em protetorado romano, em 146 a.C.

A história grega é compreendida em cinco períodos criados pelos historiadores, sendo o clássico o momento de auge dos gregos. Nesse período houve grande desenvolvimento das pólis, destacando-se Atenas e Esparta. Os gregos legaram à humanidade uma série de contribuições significativas em áreas do conhecimento, como história, filosofia, literatura, teatro etc.

 

Períodos da Grécia Antiga

A periodização é uma estratégia utilizada pelos historiadores para facilitar-se a assimilação e a organização do conhecimento histórico. No caso de civilizações da Antiguidade, como os gregos, datações aproximadas foram criadas levando-se em consideração determinadas características ou acontecimentos que são estudados.

No caso dos gregos, a datação estipulou a divisão em cinco períodos, que são:

·  Período pré-homérico (2000-1100 a.C.): período de formação do povo grego. Marcado pela existência de duas grandes civilizações — minoica e micênica.

·  Período homérico (1100-800 a.C.): o “mundo grego” passa por uma grande ruralização com a invasão dórica, e existem pouquíssimos registros sobre essa fase. A vida gira em torno do genos, e há um grande recuo civilizacional.

·  Período arcaico (800-500 a.C.): marcado pelo surgimento da pólis, o modelo da cidade-estado da Grécia. O aumento populacional leva os gregos a mudarem-se à procura de novos locais. O alfabeto fonético surge.

·  Período clássico (500-338 a.C.): período de maior desenvolvimento dos gregos, marcado pelo florescimento da cultura grega, como a filosofia. Esse período presenciou a rivalidade entre duas grandes cidades-estado gregas: Atenas e Esparta.

·  Período helenístico (338-136 a.C.): a Grécia foi conquistada pela Macedônia, iniciando-se a fase da difusão da cultura grega pelo Oriente. Seu fim ocorreu quando a Grécia converteu-se em um protetorado dos romanos.


Formação da Grécia

O povo grego foi formado da mescla de povos indo-europeus que começaram a estabelecer-se na Grécia Continental a partir de 2000 a.C. Os povos que formaram o povo grego foram os jôniosaqueuseólios e dórios, cada qual chegando à Grécia em um período distinto.

·  Cretenses

O avanço desses povos indo-europeus sobre a Grécia levou-os a encontrar uma civilização estabelecida em uma grande ilha do Mar Egeu, a ilha de Creta. Esses eram os cretenses ou minoicos, uma grande civilização que existiu entre 2000 a.C. até cerca de 1400 a.C., quando foram assimilados pelos micênicos.

As duas grandes civilizações do período pré-homérico foram as civilizações minoica (também chamada de cretense) e micênica. Os minoicos eram originários da Ásia Menor e estabeleceram-se em algumas ilhas do Mar Egeu (as Cíclades), sobretudo em Creta. Lá desenvolveram uma civilização que sobrevivia da agricultura e do comércio.

Desenvolveram também um sistema de escrita hieroglífica (chamado Linear A), que ainda não foi inteiramente decifrada pelos estudiosos do assunto. Acredita-se que o uso excessivo do solo aliado à ocorrência de desastres naturais, como uma erupção vulcânica que afetou severamente Creta, tenham sido os fatores que levaram esse povo à decadência e à sua assimilação pelos micênicos.

·  Micênicos

Os micênicos eram um dos povos indo-europeus que chegaram à Grécia no segundo milênio a.C. Eles chamavam a si próprios de aqueus, e acredita-se que eles chegaram à região por volta de 1600 a.C. Os aqueus expandiram-se para o sul da Grécia, alcançando as Cíclades e a Ásia Menor (região da atual Turquia).

Nessa expansão, eles tiveram contato com os cretenses e assimilaram diversas características da cultura deles. A expansão territorial dos aqueus e a fusão de sua cultura com a cretense deram origem à civilização micênica, a segunda grande civilização da Grécia no período pré-homérico.

Assim como os cretenses, os micênicos estabeleceram importantes laços comerciais com povos da região do Mediterrâneo. Eles dominavam técnicas de metalurgia e cerâmica, e seus centros de poder (no plural, pois se organizavam em cidades-estado) baseavam-se em um grande palácio que abrigava um rei. Tinham como fonte de escrita um silabário, ou seja, símbolos que representavam sílabas. Chamada de Linear B, essa forma de escrita foi herdada da desenvolvida pelos cretenses e representava uma forma arcaica de grego.

A partir de 1200 a.C. os micênicos entraram em decadência, e isso está relacionado com a invasão dórica. Os dórios também eram um povo indo-europeu que chegou ao território grego a partir de 1200 a.C., trazendo grande destruição. A cultura micênica foi quase inteiramente destruída, e depois se estabeleceu um período de recuo civilizacional, conhecido como período homérico.

 

Pólis

A Grécia Antiga tinha como grande característica a pólis, que era basicamente o seu modelo de cidade-estado. Essa estrutura de comunidade foi surgindo de maneira gradual na Grécia ao longo dos períodos homérico e arcaico. Portanto, não se estabeleceu de uma hora para outra, mas foi resultado de um processo lento que se deu à medida que o modo de vida dos gregos tornava-se mais sofisticado.

A pólis é comumente conhecida como cidade-estado, uma vez que cada pólis possuía ampla autonomia sobre si. As pólis eram marcadas por autonomia política, econômica, jurídica e religiosa, e, assim, a forma de governo adotada, os principais deuses venerados e os princípios de participação na política eram definidos por cada cidade-estado. Exemplificando, o funcionamento de toda a sociedade ateniense era um atributo exclusivo de Atenas, e outras cidades não tinham autonomia nenhuma para intervir nos assuntos dessa cidade.

Isso nos ajuda a concluir que a Grécia Antiga não foi um império centralizado e com fronteiras muito definidas, como em outros povos da Antiguidade. Esse território e sua civilização basicamente correspondem a um espaço específico onde diferentes comunidades reuniam entre si características em comum, como a cultura, a religião, o idioma etc.

Grande parte das pólis possuía, na Acrópole, prédios reservados para que os homens adultos, nascidos na cidade, discutissem a política local — a Assembleia. Essa característica, no entanto, foi tardia, uma vez que, no início, a totalidade das pólis era aristocrática, e, portanto, somente um grupo muito pequeno tinha direito de tal exercício.

Isso ficou conhecido como colonização grega, e esse acontecimento aproveitou-se da expansão comercial dos gregos a partir do período arcaico no século VIII a.C. Com isso, os gregos estabeleceram-se em diferentes regiões do Mediterrâneo e até mesmo do Mar Negro. A localização das colônias gregas favoreceu mais ainda o desenvolvimento comercial, pois criou um local de contato permanente de gregos com outras populações que já habitavam nas proximidades de onde se instalaram as colônias.

 

Esparta x Atenas

Entre todas as pólis gregas, Atenas e Esparta foram as maiores, pois acumularam grande poderio econômico, militar e político. O auge dessas cidades ocorreu durante o período clássico, e a história grega é marcada pela rivalidade entre elas, que, além disso, possuíam dois modelos de pólis absolutamente distintos um do outro.

Essas diferenças geraram tensões amenizadas por meio de reformas de Sólon, governante da cidade no começo do século VI a.C. Ele decretou o fim da escravidão por dívidas, dividiu a cidade em quatro grupos baseados na sua renda, e permitiu que eles participassem da Assembleia, ou seja, na tomada de decisões da administração ateniense.

Esparta, por sua vez, possuía um sistema diferente de Atenas, pois, se, em Atenas, o modelo predominante era a democracia, em Esparta, o que prevaleceu foi a oligarquia. Esparta era uma sociedade militarizada e herdeira dos dórios. Uma pequena classe social de guerreiros possuía privilégios, participava da política e explorava o trabalho de camponeses pobres (periecos) e dos escravos (hilotas).

A aristocracia espartana fazia de tudo para evitar transformações sociais e agia para a manutenção desse sistema de exploração de grande parte da população. Conhecidos como os melhores guerreiros da Grécia, os espartanos utilizavam-se da violência para manter as “classes subalternas” dominadas. De tempos em tempos, os guerreiros espartanos (chamavam a si de “os iguais”) organizavam caçadas para chacinar parte da população hilota. Os guerreiros formavam essa elite que não trabalhava e dedicava-se integralmente à vida militar. O treinamento militar em Esparta iniciava-se na infância e estendia-se por toda vida. A partir de determinada idade, os militares tinham o direito de entrar na vida política

 

Enfraquecimento da Grécia Antiga

O período clássico é entendido como o auge da Grécia Antiga por conta do grande desenvolvimento intelectual e econômico que nele aconteceu. No entanto, ele também marcou o início da decadência grega, e isso está relacionado com uma série de guerras que aconteceram entre os séculos V a.C. e IV a.C.

Os dois grandes conflitos que abalaram a Grécia foram as duas Gueras Médicas e a Guerra do Peloponeso. A primeira foi um conflito de persas contra gregos, em que estes se defenderam da tentativa de expansão persa, enquanto a segunda foi um conflito causado pelas rivalidades regionais entre Atenas e Esparta.

As Guerras Médicas aconteceram em dois momentos distintos, um no qual os persas eram liderados por Dario, e outro em que era liderados por Xerxes. Nos dois casos, os persas tentaram expandir seu império para a Grécia Continental, porém foram derrotados. Na Batalha de Maratona (490 a.C.), Dario foi derrotado, e Xerxes foi derrotado na Batalha de Plateia (479 a.C.). Desse conflito a cidade de Atenas saiu fortalecida. Administrada por Péricles, Atenas passou por um desenvolvimento cultural muito importante, e politicamente a cidade tinha ganhado projeção com sua liderança na Liga de Delos.

Assim foi iniciada a Guerra do Peloponeso, conflito que se estendeu em três fases:

·  Primeira fase: de 431 a.C. a 421 a.C.

·  Segunda fase: de 415 a.C. a 413 a.C.

·  Terceira fase: de 412 a.C. a 404 a.C.

Atenas saiu derrotada desse conflito, e Esparta elevou-se como a cidade dominante na Grécia. Entretanto, um século de guerras provocou a decadência grega, uma vez que trouxe muita destruição, morte e problemas econômicos. A partir de 371 a.C., Esparta foi substituída por Tebas como a maior potência grega.

O enfraquecimento dos gregos permitiu que os macedônios, um povo influenciado pela cultura grega, mas não reconhecidos como gregos, ganhassem força e conquistassem toda a Grécia em 338 a.C. Os macedônios eram liderados por Filipe II, mas, dois anos depois, esse rei faleceu, sendo sucedido por seu filho, Alexandre.

Alexandre realizou grandes feitos à frente dos macedônios. Em 13 anos de reinado, ele expandiu seu império por regiões muito vastas, alcançando e conquistando locais como o Egito e a Pérsia. Após a sua morte, o império macedônico foi dividido em diferentes partes, e, tempos depois, em 136 a.C., a região da Grécia foi assimilada pelos romanos.

 














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